Dorival expõe problemas estruturais no São Paulo
Dorival Júnior criticou as condições dos gramados do CT da Barra Funda, onde o São Paulo concentra os treinos completos em apenas um dos três campos disponíveis. O treinador alertou para possíveis relações entre o estado do piso e as lesões dos jogadores.
O técnico Dorival Júnior criticou a precariedade dos gramados do CT da Barra Funda, apontando que o São Paulo depende de apenas um dos três campos para treinos completos. Segundo o treinador, a má conservação dos pisos atrapalha a preparação da equipe e pode estar diretamente ligada ao aumento de lesões no elenco. A sobrecarga no único gramado utilizável expõe gargalos estruturais no clube, que já planeja novas intervenções para tentar recuperar a qualidade dos treinamentos.
O São Paulo enfrenta um problema estrutural que tem dificultado a rotina de treinamentos no CT da Barra Funda. Apesar de contar com três campos à disposição, o clube concentra a maior parte das atividades em apenas um gramado, já que os outros dois apresentam condições inadequadas para trabalhos completos. A situação levou o técnico Dorival Júnior a fazer duras críticas após a vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, no sábado (10), pelo Campeonato Brasileiro.
O treinador demonstrou preocupação com a qualidade dos gramados e afirmou que as condições do piso podem estar contribuindo para lesões no elenco. O cenário aumenta as dificuldades da comissão técnica em um momento no qual o Tricolor busca melhorar seu desempenho e ganhar posições na tabela.
Gramados em más condições dificultam a preparação
O CT da Barra Funda possui três campos, mas nenhum deles está em condições ideais para atender plenamente às necessidades da comissão técnica. Atualmente, o campo 2 é o único que permite a realização de treinamentos completos sem as mesmas restrições encontradas nas outras áreas.
O problema é que esse gramado passou por uma reforma em maio de 2026 e deveria ter um período maior de recuperação antes de receber uma carga intensa de atividades. Entretanto, as condições ruins dos outros campos obrigaram o clube a utilizá-lo com frequência superior à planejada, provocando sinais de sobrecarga.
A situação do campo 1 também preocupa. O gramado precisou passar por intervenções após o surgimento de uma praga e, neste momento, apresenta áreas sem grama, com partes de terra exposta. Por esse motivo, sua utilização fica limitada a exercícios em espaços reduzidos.
Já o campo 3 apresenta condições igualmente desfavoráveis, com áreas degradadas e escorregadias. A comissão técnica precisa controlar o uso do espaço para evitar que os jogadores sejam expostos a riscos desnecessários durante os treinamentos.
Dorival relaciona gramados a possíveis lesões
Durante a entrevista coletiva após a vitória sobre o Vitória, Dorival Júnior não escondeu a insatisfação com a estrutura disponível para o trabalho diário. O treinador afirmou que a equipe tem precisado improvisar para manter a programação de atividades e apontou problemas que podem comprometer o rendimento dos atletas.
Segundo o comandante, há campos com o piso excessivamente duro e outros com umidade acima do ideal. Essas condições dificultam movimentos fundamentais do futebol, como aceleração, desaceleração e frenagem, aumentando a preocupação com a segurança dos jogadores.
Dorival também levantou a possibilidade de que os problemas nos gramados estejam relacionados a algumas das lesões registradas no elenco. A avaliação reforça a necessidade de encontrar soluções para garantir condições adequadas de treinamento e reduzir os riscos físicos durante a preparação.
A preocupação vai além da qualidade dos exercícios. Sem campos em boas condições, a comissão técnica perde flexibilidade para dividir o elenco, organizar atividades simultâneas e variar a intensidade dos trabalhos. O uso excessivo do único gramado liberado para treinos completos ainda pode agravar o desgaste da superfície.
Diante das dificuldades, o São Paulo planeja realizar uma nova reforma no campo 3 antes do início da próxima temporada. A intenção é recuperar o espaço e ampliar as possibilidades de trabalho da comissão técnica, diminuindo a dependência do campo 2.
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