Crespo se diz preocupado, mas minimiza derrota no Choque-Rei e projeta uso de jovens da Copinha
Treinador menciona dificuldades no Tricolor, mas cobra avaliação justa e afirma que equipe está em evolução
O técnico Hernán Crespo avaliou a derrota do São Paulo por 3 a 1 diante do Palmeiras, neste sábado (24), na Arena Barueri, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. Para o treinador, o revés no Choque-Rei preocupa menos do que a derrota anterior, no meio da semana, contra a Portuguesa. Ainda assim, Crespo reconheceu que o elenco sente o peso da ameaça de rebaixamento no Estadual.
Com apenas quatro pontos, o Tricolor ocupa a 14ª posição, sendo o primeiro time fora da zona de queda para a Série A2. Restam três jogos para o fim da fase inicial, e a equipe precisa reagir.
"Estamos preocupados, sim, mas temos três rodadas, com Santos, Primavera e Ponte Preta, pode acontecer de tudo. Ninguém gosta da derrota, mas acho que tem jeito de derrotas e derrotas. Com Portuguesa foi realmente preocupante. Hoje, não. Faz mal, sim, claro, ninguém quer perder. Mas eu acho que o time está crescendo", iniciou o comandante tricolor.
"Calendário com Palmeiras, Flamengo, Santos e Santos, não ajuda no momento que está o clube. Estou confiante. Eu acho que em breve as coisas começarão a melhorar, chegarão reforços e os meninos depois da Copinha. Temos futuro. Mas o futuro, como eu falei, o Brasileirão, 45 pontos. Esse é o futuro. Podemos perder, mas a diferença primordial (do clássico) foi que eles finalizaram e a gente não. Atitude de criar ocasiões, este é o caminho, é por aqui. Com dois ou três reforços e os moleques de Cotia, dá para acreditar. Vai ser uma temporada difícil, mas dará certo", afirmou.
São Paulo sofre queda e não reage
Contra o Palmeiras, o São Paulo fez um bom primeiro tempo, desperdiçou chances de virar o placar e sofreu o segundo gol pouco antes do intervalo. Na etapa final, o Verdão ampliou logo no início e administrou a vantagem até o fim.
"Flaco Lopez jogou, fez gol. E a gente não fez. Não é fácil administrar o jogo, colocar o Palmeiras no seu lado do campo. Criamos ocasiões, porém faltou ser mais concreto. O que me dá confiança é a atitude. Contra Portuguesa não gostei nada, eu estava preocupado. Este São Paulo, com pequenos detalhes… Vai ser uma temporada difícil, de luta, de briga, mas estou confiante", avaliou.
Crespo concorda que crise política causa reflexos em campo
Ao ser perguntado sobre a turbulência política e as mudanças na diretoria, Crespo admitiu que o ambiente fora de campo influencia o desempenho dos jogadores. O argentino lembrou que o clube conquistou apenas dois títulos nos últimos dez anos, o que, segundo ele, evidencia a realidade difícil vivida pelo São Paulo.
O treinador reforçou mais de uma vez que a meta para o Campeonato Brasileiro é alcançar 45 pontos, número que costuma garantir a permanência na elite. A declaração deixa claro que o foco inicial será evitar riscos de rebaixamento.
"Acho que avaliações têm que ser objetivas e justa. Estamos nas melhores condições de pretender ganhar coisas e muitos jogos? O clube está nas condições de querer isso? Foram dadas essa condições para fazer o melhor trabalho ou o momento é difícil? Então… Calma. Se São Paulo acredita que eu não sou a pessoa que posso ajudar, faz parte da vida. Não estou falando que não sou culpado. Mas é difícil. É difícil demais. É realmente difícil demais", ressaltou Crespo.
"Estamos nas condições melhores para fazer o melhor trabalho? Não. Estamos nas condições justas para fazer os 45 pontos, que vamos alcançar. Eu acho que, com esta atitude e mentalidade, vamos sofrer e fazer os 45 pontos. Depois, se começar a penar que temos de ganhar coisas", concluiu o treinador.
O São Paulo estreia no Campeonato Brasileiro na próxima quarta-feira (28), quando recebe o Flamengo no Morumbis. Pelo Paulistão, o próximo desafio será diante do Santos, no sábado (31), às 20h30, também em casa.
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