Governo Lula assina concessão de CT Rei Pelé ao Santos por 40 anos
O acordo foi assinado, entre outras autoridades, pela Advocacia-Geral da União e pelo Ministério da Gestão junto ao Santos. O clube pagará, por mês, R$ 100 mil pelo uso do terreno
O governo Lula assinou a renovação da concessão do CT Rei Pelé ao Santos por 40 anos, encerrando uma insegurança jurídica que vinha desde 2017 e evitando o leilão da área de 39 mil m², avaliada em R$ 79 milhões. Pelo uso do espaço, o clube pagará R$ 100 mil mensais à União. O evento reuniu o presidente do time, Marcelo Teixeira, além de ministros de Estado, ídolos santistas e o próprio presidente Lula, no primeiro encontro oficial com um dirigente de futebol após a proibição das apostas no país.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quinta-feira, 1º, a renovação da concessão do Centro de Treinamento Rei Pelé por mais 40 anos. O CT é usado pela equipe do Santos na Baixada.
Estiveram presentes na cerimônia de assinatura da concessão o presidente do Santos, Marcelo Teixeira; os ex-jogadores Pepe, Serginho Chulapa e Clodoaldo; os ministros da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, da Casa Civil, Miriam Belchior, da Gestão, Esther Dweck, e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; além do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é santista.
O acordo foi assinado, entre outras autoridades, pela Advocacia-Geral da União e pelo Ministério da Gestão junto ao Santos. O clube pagará, por mês, R$ 100 mil pelo uso do terreno. Segundo o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, desde 2017 o clube vivia uma situação de insegurança jurídica em relação ao tereno.
A área total é de cerca de 39 mil m². Em junho, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) chegou a marcar o leilão da área, avaliada em R$ 79 milhões, mas voltou atrás e negociou a concessão com o Santos.
Lula esteve presente na reunião, mas não discursou. Foi o primeiro encontro dele com um dirigente de um clube de futebol depois da proibição das bets no Brasil. O tema foi tratado 'en passant' pelos presentes, entre eles o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, e pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.
Marcelo Teixeira falou sobre a "cooperação [do governo federal] com o Santos Futebol Clube" e elogiou a equipe do governo que atuaram pelo acordo. Citou a "alegria" de celebrar o entendimento.
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