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Reforços milionários se firmam com título do Palmeiras e tendo Arias como titular pela 1ª vez

Com Vitor Roque, Carlos Miguel e Andreas Pereira deslanchando, segundo jogador mais caro da história do clube inicia busca por espaço entre os titulares em meio à conquista do Paulistão

8 mar 2026 - 23h04
(atualizado às 23h04)
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Os investimentos feitos pelo Palmeiras nas últimas janelas de transferências estão começando a dar retorno dentro de campo. Contratados por valores elevados, Vitor Roque, Carlos Miguel e Andreas Pereira se firmaram como titulares absolutos no time comandado por Abel Ferreira e conquistaram o título do Paulistão 2026, o primeiro do trio pelo clube.

A consolidação dessa base com um troféu dá indícios de um futuro próspero para o torcedor, que ainda quer ver como a comissão técnica irá trabalhar para encaixar o colombiano Jhon Arias, a contratação mais cara da história do clube, entre os titulares. Neste domingo, ele foi escalado pela primeira vez desde o início da partida.

Depois de vencer o confronto de ida por 1 a 0, gol de Flaco López, na Arena Barueri, o Palmeiras derrotou o Novorizontino por 2 a 1, neste domingo, no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, e ficou com o título Estadual.

Maior contratação da história do Palmeiras, Jhon Arias inicia busca por espaço no time de Abel.
Maior contratação da história do Palmeiras, Jhon Arias inicia busca por espaço no time de Abel.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A consolidação de Vitor Roque talvez seja o exemplo mais evidente de como os investimentos do Palmeiras deram frutos. Contratado por cerca de 25,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 154 milhões) junto ao Barcelona, o atacante rapidamente assumiu o papel de referência ofensiva do time. Apesar do início irregular, ele começou a se destacar após Abel Ferreira escalá-lo ao lado do argentino Flaco López — que também vive grande fase — e soma 25 gols e 5 assistências em 69 partidas com a camisa alviverde.

Outro reforço que se estabeleceu de maneira clara foi o goleiro Carlos Miguel. Comprado do Nottingham Forest por cerca de 4 milhões de euros (R$ 25,3 milhões), o arqueiro de 2,04 metros assumiu a titularidade após a lesão do experiente Weverton e manteve o posto com atuações seguras e presença física marcante na área. A escolha da comissão técnica pelo jogador inclusive fez Weverton, com status de ídolo, buscar outro clube e assinar com o Grêmio para manter-se como titular.

No meio-campo, Andreas Pereira também justificou o investimento. O Palmeiras desembolsou cerca de 10 milhões de euros (R$ 63 milhões) para tirá-lo do Fulham, da Inglaterra, no ano passado. Em 2026, o jogador se consolidou como o "motorzinho" do time e principal articulador da equipe de Abel, atuando com liberdade para iniciar jogadas, acelerar transições e chegar ao ataque. Com boa capacidade de finalização e visão de jogo, tornou-se um dos pilares da equipe.

Em 2025, Abel conviveu com uma formação bastante instável, especialmente do meio para frente. A lesão de Lucas Evangelista bagunçou a estrutura do setor e obrigou o treinador a testar diferentes alternativas ao longo da temporada, muitas vezes sem conseguir repetir a mesma formação por muitos jogos seguidos.

Naquele cenário, o Palmeiras chegou a atuar com uma configuração ofensiva que contava com Aníbal Moreno, Andreas Pereira e duas vagas abertas entre os meias mais avançados, além da dupla de ataque formada por Vitor Roque e Flaco López. A indefinição levou Abel a promover uma rotatividade no setor de criação. Entre os nomes testados estavam Raphael Veiga, Maurício, Felipe Anderson, Santiago Sosa, Facundo Torres e Allan. Cada um deles chegou a receber oportunidades em diferentes momentos, mas o treinador terminou o ano ainda em busca de uma combinação ideal.

O panorama mudou em 2026. A contratação de Marlon Freitas para a vaga de primeiro volante deu mais sustentação ao setor, permitindo que Andreas Pereira atuasse com maior liberdade na construção das jogadas. À frente deles, Maurício e Allan passaram a ocupar espaços entre linhas, formando uma linha de apoio ao ataque.

Com esse desenho, o Palmeiras ganhou maior estabilidade. A dupla ofensiva formada por Vitor Roque e Flaco López passou a receber mais bolas em condições de finalização, enquanto o meio-campo ganhou maior capacidade de circulação e pressão na perda da posse. Diferentemente da temporada anterior, Abel manteve praticamente a mesma base ao longo dos jogos do Paulistão e nas primeiras rodadas do Brasileiro, alterando o time apenas por questões físicas ou de lesão — Vitor Roque, por exemplo, não jogou o primeiro jogo da final porque estava machucado.

É nesse contexto, de maior estabilidade, que surge o principal dilema atual de Abel: encaixar Arias no time. Ex-jogador do Fluminense, o atacante de 28 anos foi contratado pelo time alviverde junto ao Wolverhampton, da Inglaterra, por cerca de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 154,8 milhões).

Arias atua prioritariamente pela beirada do campo e tem a concorrência no Palmeiras de Allan, Felipe Anderson e Sosa. Ele foi contratado justamente para encerrar a rotatividade no setor durante o ano de 2025. Além de qualificar o elenco, a contratação do colombiano foi uma maneira de o Palmeiras se precaver de uma possível saída de Allan para o futebol europeu no meio do ano.

No duelo derradeiro com o Novorizontino, Abel Ferreira optou por alçar Arias à titularidade e colocar o jovem Allan no banco. O gramado encharcado atrapalhou o desenvolvimento das jogadas e não permitiu aferir com precisão o desempenho dos atletas.

Nesta lista de opções para o técnico português ainda falta o atacante Paulinho, que está em fase final de recuperação física. Diante da pouca utilização em 2025, o jogador é visto como um reforço para o setor ofensivo.

Estadão
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