Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Logo do Palmeiras

Palmeiras

Favoritar Time
Publicidade

Quanto vale a camisa do Palmeiras sem a Sportingbet? Veja

Sem a Sportingbet, uniforme do Palmeiras preserva contratos milionários e ainda tem espaço para novas receitas

4 out 2026 - 08h54
(atualizado às 08h54)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Diante da MP que restringe apostas no Brasil, o Palmeiras avalia o futuro do contrato com a Sportingbet, que rende de R$ 100 milhões a R$ 170 milhões anuais no espaço máster. Caso a parceria seja encerrada, o clube ainda mantém uma base garantida de cerca de R$ 63 milhões por temporada com outros patrocinadores do uniforme, como Cimed, Leapmotor e Sil. Embora a camisa siga valorizada, o grande desafio será repor a receita de sua propriedade mais lucrativa em meio às novas regras do setor.

A camisa do Palmeiras entrou em uma nova fase de incerteza após a Medida Provisória que restringe as bets no Brasil. A Sportingbet mantém contrato vigente, mas clube e empresa discutem os efeitos da nova legislação.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @palmeiras
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @palmeiras
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @palmeiras / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a Sportingbet paga R$ 100 milhões fixos por temporada ao Palmeiras, podendo chegar a cerca de R$ 170 milhões com bônus. O contrato, assinado em 2025 por três anos, prevê a marca no espaço máster da camisa.

Quanto vale a camisa sem a Sportingbet?

A diretoria alviverde já informou que ultrapassou R$ 300 milhões por ano em receitas considerando contratos de patrocínio, propriedades comerciais, valores fixos, variáveis e o fornecimento de material esportivo.

O cálculo não considera apenas as marcas estampadas na camisa. Sem a Sportingbet, os principais contratos permanecem. A Cimed paga R$ 20 milhões fixos por ano, podendo chegar a R$ 57 milhões até 2027 com as variáveis do acordo.

A empresa ocupa a região da omoplata dos uniformes masculino, feminino e de base. A Sil Fios e Cabos Elétricos investe R$ 11 milhões por ano, além de bônus não divulgados, com a marca nas mangas. A Uniasselvi paga R$ 8 milhões anuais pela propriedade na parte frontal do calção.

A D'Itália Panelas paga R$ 4 milhões fixos por temporada, podendo chegar a R$ 6 milhões com bônus. Já a Leapmotor rende R$ 20 milhões anuais, com mais R$ 10 milhões em bonificações, em contrato de duas temporadas.

O cálculo sem o máster

Somando os valores fixos conhecidos de Cimed, Sil, Uniasselvi, D'Italia e Leapmotor, o Palmeiras mantém aproximadamente R$ 63 milhões por temporada em contratos comerciais ligados às propriedades do uniforme, sem contar a Sportingbet.

Se forem considerados os bônus máximos divulgados para essas marcas, o potencial é maior. A Cimed pode acrescentar valores variáveis, a Leapmotor tem até R$ 10 milhões adicionais e a D'Italia pode chegar a R$ 6 milhões. A Sil também possui bônus não revelados.

Esse cálculo não representa o valor total da camisa. O Palmeiras ainda tem espaços comerciais disponíveis e negocia novos acordos, com a meta de ampliar a receita comercial além dos R$ 300 milhões já alcançados.

Puma entra em outra conta

A Puma também precisa ser tratada separadamente. O contrato com a fornecedora de material esportivo representa cerca de R$ 50 milhões anuais entre valores fixos e variáveis, mas não é um patrocínio convencional.

A parceria envolve remuneração relacionada às vendas de produtos e outras condições comerciais. Por isso, colocar os R$ 50 milhões diretamente na conta dos patrocinadores que substituiriam a Sportingbet distorceria a comparação.

O mesmo vale para outras parcerias institucionais do clube. Considerando, portanto, apenas os contratos comerciais relacionados às propriedades do uniforme, o Palmeiras já possui uma base de aproximadamente R$ 63 milhões anuais sem a Sportingbet, antes dos bônus.

O tamanho da perda

O problema está na diferença entre essa base e o contrato máster. A Sportingbet representa R$ 100 milhões fixos por ano. Se todas as metas fossem alcançadas, o valor poderia chegar a aproximadamente R$ 170 milhões.

Isso significa que a saída da empresa de apostas online não faria a camisa do Palmeiras deixar de ser um ativo de centenas de milhões de reais, mas retiraria justamente a propriedade mais valiosa do uniforme alviverde.

A MP das Bets torna a reposição ainda mais complicada. A medida determinou a proibição da exploração, oferta e publicidade das apostas de quota fixa, e os contratos publicitários do setor passaram a ser diretamente afetados.

As campanhas e patrocínios existentes têm prazo de transição até 5 de outubro, segundo informações divulgadas sobre a medida. Por isso, não é correto afirmar que o clube paulista já perdeu R$ 100 milhões.

O contrato com a Sportingbet segue vigente, enquanto clube e empresa discutem os efeitos da nova realidade. Se houver saída, o Palmeiras manteria cerca de R$ 63 milhões anuais nos demais contratos, além da Puma e de novos espaços ainda disponíveis.

A grande disputa comercial, então, passa a ser pelo espaço que hoje vale R$ 100 milhões fixos por temporada. É esse pedaço da camisa que determinará quanto o Palmeiras conseguirá recuperar caso a Sportingbet deixe definitivamente o uniforme.

RTI Esporte
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra