Palmeiras: venda de Allan ao Manchester City vai parar na Justiça; entenda
A Justiça de SP determinou que o Palmeiras preste esclarecimentos sobre a venda de Allan ao Manchester City, avaliada em cerca de R$ 240 milhões. O clube paulista não é réu, mas deve detalhar contratos e valores devidos ao Figueirense, detentor de 10% do negócio. O repasse está bloqueado judicialmente devido a disputas entre credores do time catarinense, que incluem a empresa M&F, o Athletico-PR e cobranças trabalhistas. O Verdão afirmou que cumprirá a decisão assim que for notificado.
A transferência de Allan ao Manchester City, concretizada em agosto, voltou a movimentar os bastidores do Palmeiras. O negócio, que colocou o atacante entre as maiores vendas da história do clube paulista, passou a ser discutido em um processo judicial que envolve valores devidos ao Figueirense e uma disputa entre credores do clube catarinense.
A Justiça de São Paulo determinou que o Verdão apresente, em até dez dias, documentos relacionados à negociação. A decisão exige informações sobre os contratos firmados com o Figueirense, os valores recebidos pela transferência e os repasses que cabem à equipe de Santa Catarina. O Palmeiras não é réu na ação, mas precisa prestar esclarecimentos por ter participação direta na operação financeira.
A negociação com o Manchester City foi fechada por 40 milhões de euros, aproximadamente R$ 240 milhões na cotação divulgada na época, incluindo valores fixos e bônus. O Palmeiras tem direito a 90% do montante, enquanto o Figueirense possui uma participação de 10% sobre o valor líquido da transferência, além de uma bonificação contratual de R$ 750 mil.
O impasse está relacionado ao destino da quantia que o Figueirense tem a receber. A empresa M&F Investimentos e Participações cobra uma dívida do clube catarinense e conseguiu na Justiça o bloqueio de créditos ligados à negociação de Allan. O valor penhorado deve ser mantido retido até que haja autorização judicial para o pagamento.
Além da cobrança da M&F, o Athletico-PR também reivindica parte dos recursos. O clube paranaense sustenta ter recebido direitos sobre créditos relacionados ao jogador como garantia de uma dívida do Figueirense. Credores trabalhistas também disputam valores, o que torna necessário esclarecer quem tem direito ao dinheiro e em que proporção.
Por isso, a Justiça quer examinar os documentos que detalham os acordos entre Palmeiras e Figueirense, incluindo alterações contratuais e condições de pagamento. O clube paulista também deverá informar quanto recebeu do Manchester City e quais valores permanecem retidos.
O Palmeiras afirmou que, caso seja formalmente notificado, vai cumprir a determinação judicial e tomará medidas para preservar a confidencialidade dos contratos. Enquanto a disputa não for resolvida, os valores alcançados pela ordem de bloqueio não poderão ser repassados livremente aos credores.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.