Palmeiras tem déficit milionário acumulado até agosto; entenda a situação
Verdão ficou abaixo da previsão orçamentária nos oito primeiros meses de 2026, mas espera equilibrar as contas com vendas de jogadores na reta final da temporada
O Palmeiras registrou um déficit de R$ 196 milhões até agosto de 2026, frustrando a projeção de superávit de R$ 73,6 milhões devido à retenção do elenco e à baixa receita com transferências no período. Apesar das quedas em patrocínios e direitos de transmissão, as premiações e a bilheteria superaram as metas. O clube prevê recuperar suas finanças a partir de setembro com a entrada das vendas de Allan ao Manchester City, Kaique e Riquelme Fillipi, atingindo 85% do objetivo anual de negociações.
O Palmeiras acumulou um déficit de R$ 196 milhões até agosto de 2026, de acordo com o balancete financeiro publicado pelo clube. O resultado ficou distante da previsão orçamentária, que projetava um superávit de R$ 73,6 milhões no período. A expectativa da diretoria, porém, é de uma recuperação nos próximos meses, impulsionada principalmente pela venda de Allan ao Manchester City, da Inglaterra.
A negociação do meio-campista foi fechada por cerca de R$ 220 milhões fixos, com a possibilidade de alcançar R$ 240 milhões mediante o cumprimento de metas. Como a transferência ainda não havia sido contabilizada no balanço de agosto, os valores devem aparecer a partir de setembro, contribuindo para melhorar o resultado financeiro do Verdão.
Segundo levantamento de Thiago Ferri, do ge, o Palmeiras registrou um déficit de R$ 39,6 milhões somente em agosto, quando a previsão orçamentária indicava um superávit de R$ 51,7 milhões. No mês, a rubrica de rendas diversas, que inclui as transferências de atletas, contabilizou R$ 24,7 milhões.
Além de Allan, o clube também acertou as negociações de Kaique com o Sporting, de Portugal, por 4 milhões de euros (cerca de R$ 23 milhões), e de Riquelme Fillipi com o Inter Miami, dos Estados Unidos, por 6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 30 milhões). As operações devem contribuir para a recuperação das receitas com vendas de jogadores.
Por que o Palmeiras acumula déficit em 2026?
Um dos principais fatores para o resultado negativo foi a decisão da diretoria de manter os principais jogadores do elenco durante boa parte da temporada, priorizando o desempenho esportivo em vez de realizar negociações na janela de transferências. O orçamento previa arrecadar R$ 399 milhões com vendas de atletas ao longo de 2026, mas o valor realizado até agosto ficou abaixo do esperado.
Nas rendas diversas, que incluem as transferências, o Palmeiras havia projetado R$ 453 milhões até agosto, mas contabilizou R$ 136,9 milhões. A diferença impactou diretamente o resultado financeiro acumulado pelo clube.
A receita operacional líquida do Verdão chegou a R$ 594,2 milhões nos oito primeiros meses do ano, diante dos R$ 947,6 milhões previstos no orçamento. Outras fontes de arrecadação, como direitos de transmissão, publicidade e patrocínio, sócio-torcedor e licenciamento de marcas, também ficaram abaixo das projeções.
Por outro lado, o Palmeiras superou as expectativas em arrecadação de jogos, que chegou a R$ 38,6 milhões, ante os R$ 34,5 milhões orçados, e em premiações, com R$ 16,4 milhões, quase o dobro dos R$ 8,7 milhões previstos.
Com as negociações realizadas na reta final da janela de transferências, o clube calcula ter alcançado mais de 85% da meta anual de vendas de atletas. A expectativa é de que as receitas das transferências, somadas aos valores obtidos nas competições disputadas, contribuam para equilibrar as contas até o fim de 2026.
Resultado financeiro do Palmeiras mês a mês em 2026
- Janeiro: déficit de R$ 7,8 milhões
- Fevereiro: superávit de R$ 20 milhões
- Março: déficit de R$ 26,8 milhões
- Abril: déficit de R$ 21,2 milhões
- Maio: déficit de R$ 30 milhões
- Junho: déficit de R$ 58 milhões
- Julho: déficit de R$ 32,3 milhões
- Agosto: déficit de R$ 39,6 milhões
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