Leila cita 'atitudes predatórias' e tira Palmeiras da Libra após Flamengo ganhar R$ 150 mi a mais
Clube paulistano afirma que tomou a decisão em razão de "divergências relacionadas ao papel desempenhado atualmente pelo bloco"
O Palmeiras anunciou nesta quinta-feira, 05, que formalizou sua saída da Liga do Futebol Brasileiro (Libra). No comunicado, o clube diz que a decisão foi tomada por causa de "divergências relacionadas ao papel desempenhado atualmente pelo bloco". Há menos de uma semana, a presidente palmeirense Leila Pereira já havia avisado que tinha o objetivo de deixar a Libra.
"É inegável que o bloco obteve conquistas, entre elas o acordo vigente pelos direitos de transmissão na TV", diz o texto divulgado nesta quinta. "Ao longo desse processo, contudo, atitudes egoístas - quando não predatórias - inviabilizaram a coesão necessária para a criação de um modelo compartilhado de gestão e governança".
Poucas horas antes do anúncio palmeirense, Flamengo e Libra anunciaram um acordo com os demais integrantes do bloco sobre a distribuição de receitas. O termo estabeleceu que o clube rubro-negro receberá R$ 150 milhões adicionais durante quatro anos, em parcelas iguais de R$ 37,5 milhões.
Todos os clubes do grupo perderam um pouco de dinheiro para que fosse possível chegar ao número desejado pelo presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
Embora tenha deixado a Libra, o Palmeiras não pretende se associar à Futebol Forte União (FFU), o outro bloco comercial do futebol brasileiro. "A saída da LIBRA não implica adesão do Palmeiras a qualquer outra associação representativa. O clube opta, neste momento, por acompanhar os próximos passos da possível estruturação de uma liga, conduzida no âmbito institucional da CBF (Confederação Brasileira de Futebol)."
Seguimos abertos ao diálogo e dispostos a contribuir por meio de medidas que possam efetivamente promover a evolução estrutural de que o futebol nacional necessita.
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