A declaração de Jhon Arias direcionada a Abel Ferreira, do Palmeiras
Apesar dos inúmeros questionamentos, John Arias deixou claro que não vê problema em atuar mais recuado, diferente do habitual, no Palmeiras. As críticas quanto ao posicionamento da contratação mais cara do clube na temporada ocorrem com frequência, mas elevaram o tom após a derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, na Nubank Parque. O primeiro revés do Alviverde como mandante nesta edição do Brasileirão.
Com uma linha defensiva formada por três zagueiros, a equipe alviverde precisou de maior ajuda pelos lados do campo, e Arias participou mais da recomposição em determinados momentos. O colombiano chegou, em algumas situações, a ocupar praticamente a última linha defensiva.
Para Arias, porém, essas mudanças de posicionamento, tidas como ajustes, fazem parte do futebol. O meia destacou que consegue se adaptar a diferentes posições e reforçou que o Palmeiras está acima de qualquer nome dentro do elenco.
"Eu sou um jogador que me adapto a qualquer posição no campo, seja aqui, seja na seleção. Não tenho muito problema com isso. Eu acho que tenho essa capacidade de jogar em diversas posições. É normal que, às vezes, você tenha apontamentos. É normal no futebol", afirmou.
Disponibilidade em diferentes posições
Arias também rebateu as críticas sobre seu desempenho, embora tenha reiterado o respeito às opiniões recebidas pós-jogo. Segundo ele, a avaliação mais importante é a própria percepção sobre o desempenho e a forma como se sente dentro de campo.
"Quem acha, acha o que quer achar. É normal, todo mundo tem opinião. Opiniões são respeitáveis, mas o importante é como me sinto. Me sinto bem. Independentemente de qual posição o Abel decida me colocar, a primeira conversa com ele foi essa: que eu estava à disposição para jogar onde quer que fosse. O Palmeiras está acima dos nomes, seja jogador, seja qualquer um", completou.
John Arias em campo
O mapa de calor da partida ajuda a explicar a movimentação do colombiano. Arias ocupou principalmente o lado esquerdo do campo, especialmente no setor ofensivo, onde participou das construções das jogadas. Na primeira etapa, a posse de bola do Palmeiras ficou próxima de 70%, e o cenário que permitiu ao atacante permanecesse mais tempo no campo ofensivo, sem tanta cobrança de recomposição.
Como o Atlético-MG encontrou mais espaços para contra-atacar, sobretudo após abrir o placar após falha de Carlos Miguel, a dinâmica mudou. A partir disso, o Palmeiras precisou controlar as ações ofensivas do adversário, e Arias passou a contribuir mais na defesa.
O confronto também marcou um momento importante para o atacante após o retorno da Copa do Mundo, competição na qual defendeu a Colômbia: os primeiros 90 minutos em campo. Nesse tempo, criou uma grande chance de gol, acertou os dois dribles que tentou e perdeu a posse de bola em 15 oportunidades.
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