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Motociclismo

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MotoGP: Pecco Bagnaia vive novo drama em Misano e admite estar “humilhado” com desempenho da Ducati

Italiano termina Sprint apenas em 13º e relata falta de aderência e comportamento anormal da moto

12 set 2026 - 15h20
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Foto: MotoGP

Pecco Bagnaia teve mais um sábado para esquecer em Misano. O piloto da Ducati terminou a Sprint do GP de San Marino na 13ª colocação e, depois da prova, não escondeu a frustração com o comportamento de sua Desmosedici.

O resultado prolonga uma sequência particularmente difícil para o italiano. Bagnaia não pontua em uma corrida Sprint desde o GP da Alemanha, em julho. E hoje voltou a terminar muito distante de seu companheiro de equipe Marc Márquez, vencedor da corrida curta em Misano.

“Mas, honestamente, o resultado não veio da mesma forma. Então, não sei. Estou apenas tentando fazer o melhor que posso. Minha maneira de trabalhar é diferente em comparação com quando eu estava vencendo, porque, quando eu vencia, sempre pedia as coisas de uma maneira muito precisa."

Mais do que o resultado, foi a falta de respostas para os problemas da moto que incomodou Bagnaia. Segundo o piloto, a Ducati apresenta uma diferença de desempenho evidente em relação às demais motos da marca, especialmente no que diz respeito à aderência traseira.

“Estou realmente frustrado, mas também humilhado com a minha sensação e com o que está acontecendo”, afirmou Bagnaia após a Sprint

“Mas é o que é. Então, vou apenas tentar dar o meu máximo e tentar entregar às pessoas e à Ducati tudo o que eu puder.”

Pecco explicou que nem mesmo a troca de pneus foi capaz de modificar significativamente seu comportamento na pista. Para ele, a dificuldade está justamente em não conseguir identificar uma mudança clara na sensação oferecida pela moto.

“Agora, não, porque não consigo sentir nada. E quando digo que não senti nenhuma diferença entre o pneu dianteiro macio e o médio nesta manhã ou ontem. E quando digo que não sinto nenhuma diferença entre um pneu macio novo e um usado... Isso significa que o problema é enorme, e é difícil entender isso.”

A situação chegou a um ponto em que o piloto afirmou não estar conseguindo utilizar a traseira da maneira habitual durante as frenagens. Em vez de melhorar quando a equipe tenta aumentar o apoio na região, a moto passa a apresentar mais perda de aderência.

O problema também aparece durante a entrada das curvas. Bagnaia relatou situações em que perdeu a traseira mesmo em momentos nos quais não estava forçando a moto, algo que considera especialmente preocupante diante do comportamento que a Ducati apresentava nas temporadas anteriores.

“É como entrar em uma curva com a embreagem acionada na mão. Completamente sem freio-motor”, explicou.

Apesar do cenário complicado, Bagnaia afirma que a prioridade agora é encontrar uma explicação para o comportamento da moto, já que as soluções normalmente utilizadas pela equipe não estão produzindo o efeito esperado.

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