Dificilmente uma final de Grand Slam já foi tão barulhenta quanto será a deste sábado. Tanto Azarenka quanto Sharapova são conhecidas por soltar altos gritos no momento em que batem com a raquete na bola. O tema é polêmico no circuito feminino e gerou reclamações da polonesa Agniezska Radwanska. A número 8 do mundo tocou no assunto após perder para a bielorrussa nas quartas de final do Aberto da Austrália.
“Para ser honesta, estou meio que acostumada a isso, especialmente com Vika (Azarenka). Nós nos conhecemos há muito tempo. Sobre Maria (Sharapova), o que posso dizer? É claro que é muito chato e é simplesmente alto demais”, disse Radwanska.
Nessa mesma partida, um apresentador da emissora australiana Channel 7, portando um medidor na Rod Laver Arena, registrou 91,4 decibéis enquanto a bielorrussa distribuía seus golpes. Durante a carreira, os gemidos de Sharapova em quadra já chegaram a ultrapassar por pouco a marca dos 100 decibéis, o equivalente ao barulho de uma furadeira ou uma serra elétrica.
A WTA (Associação de Tênis das Mulheres) recentemente informou que está procurando um meio para conter a gritaria e pode mudar as regras do esporte nesse sentido. Atualmente, o juiz de cadeira dos jogos pode penalizar uma jogadora caso julgue que ela cometeu um ato deliberado para perturbar a rival.
“É claro que todo mundo pode fazer algum barulho. Isto é tênis e é muito difícil de trabalhar, mas é muito alto. Não acho que seja legal para ver esse tipo de atletas. Então é por isso que a WTA quer mudar alguma coisa”, completou Radwanska.
Questionada sobre as críticas da colega, Azarenka se defendeu de forma irritada, apontando que os jornalistas sempre fazem a mesma pergunta. “Vou repetir o que disse antes. Não acho que a Maria e eu sejamos as únicas que gritamos. É este o modo como me acostumei a jogar quando eu era criança. Acho que é esse o modo que me faz respirar, que me ajuda a me mover, é parte do meu movimento”.
Em outubro passado, durante o Masters de Istambul, a dinamarquesa Caroline Wozniacki, que perderá a liderança do ranking mundial na próxima segunda-feira, já havia criticado as adversárias – sem citar nomes – em entrevista ao jornal britânico The London Times.
"Eu acho que algumas jogadoras fazem de propósito. Elas não fazem isso nos treinos, mas sim durante os jogos. Eu acho que os juízes deveriam proibir isso definitivamente. Se você grita realmente alto, o oponente não pode ouvir como você bateu na bola”.