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Libertadores

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Herói do Palmeiras, Carlos Miguel diz que classificação 'não precisava ser tão sofrida' e nega revelar estratégia

Goleiro afirmou que a equipe soube segurar o mental e isso fez a diferença para passar pela LDU

16 set 2026 - 21h26
(atualizado às 21h33)
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Carlos Miguel pega pênalti para o Palmeiras
Carlos Miguel pega pênalti para o Palmeiras
Foto: Franklin Jacome / Getty Images

O goleiro Carlos Miguel foi o grande herói da classificação do Palmeiras na Libertadores. Ele pegou dois pênaltis nas quartas de final contra a LDU. O time paulista vencia até aos 44 minutos do 2º tempo, mas tomou a virada em quatro minutos. Com a derrota por 3 a 2, a vaga na semifinal foi decidida nas penalidades. 

"Cinco minutos podem mudar uma partida, foi o que aconteceu hoje. Todo mundo sabe a diferença que é jogar aqui, velocidade da bola, direção, mas nosso trabalho é isso, a gente vive disso, tentamos fazer até o fim do jogo, acabamos tomando dois gols, mas soubemos segurar o mental. Foi do zero ao 100 que eu sei, para 200, 300, mas a gente se concentrou para sair com a classificação no fim que é o que estamos aqui para fazer", declarou ao final da partida.

Durante a entrevista, o goleiro palmeirense se recusou a entregar a estratégia para as defesas, "A gente trabalha para caramba para momentos como esse conseguir corresponder. Sobre a estratégia não gosto de passar porque tenho uma carreira muito grande pela frente, não vai ser agora que vou mostrar toda minha lógica, porque cada um tem sua mania, de se controlar e ter um controle mental muito grande, a gente conseguiu essa classificação tão chorada e sofrida, não precisava ser tão sofrida."

Como foi o jogo

O Palmeiras flertou com o fracasso ao levar uma virada improvável da LDU e teve mais sorte que juízo e conseguiu nos pênaltis a classificação às semifinais da Libertadores.

Na altitude da capital equatoriana, o time alviverde teve postura acovardada, foi derrotado por 3 a 2 depois de abrir 2 a 1 e avançou de fase graças ao brilho do goleiro Carlos Miguel nas penalidades. O gigante de 2,04 metros pegou duas cobranças no canto direito e colocou a equipe na próxima fase.

Único clube a avançar à fase de mata-mata nas últimas 10 edições da Libertadores, o Palmeiras alcançou a semifinal pela 13ª vez. O rival será o Fluminense, que eliminou o Platense na Argentina. Os jogos da próxima fase estão marcados para os dias 14 e 22 de outubro de 2026.

Foram 48 minutos no primeiro tempo de retração do Palmeiras, armado com três zagueiros, três volantes, dois laterais que pouco atacam e apenas Jhon Arias e Flaco López posicionados no ataque.

Atormentado pela dolorida derrota de 3 a 0 que sofreu há um ano em Quito, Abel Ferreira quis povoar o meio de campo para conter os ataques da LDU, que é um time de claras limitações técnicas, mas que se apodera nos efeitos da altitude. O treinador sacou Vitor Roque e pôs o volante Lucas Evangelista entre os titulares.

O problema é que o time alviverde exagerou na postura defensiva, tanto que chegou a ter apenas 12% de posse de bola e completou somente 108 passes no primeiro tempo. Foi, em síntese, como esperado, um jogo de ataque contra defesa.

O Palmeiras até conseguiu algumas escapadas e achou seu gol cedo, valendo-se de falha defensiva do rival. Marlon Freitas marcou dentro da pequena área após cobrança de escanteio. Mas nem o gol que aumentou a vantagem palmeirense no agregado deixou tranquilos os visitantes.

Continuou o mesmo comportamento extremamente cauteloso, chamando os equatorianos ao ataque. Eles foram, e conseguiram o empate aos 14 minutos, com o zagueiro Segovia, livre para cabecear entre os três zagueiros palmeirenses.

O início do segundo tempo do Palmeiras foi tão ruim quanto o primeiro. Talvez até pior. Limitou-se a se defender e implorou para não levar um gol da LDU.

Passou poucas vezes do meio do campo e, quando o fez, nada conseguiu com Flaco López, que viveu jornada infeliz. O argentino errou tudo o que tentou, de domínio a passe, e foi protagonista de um de seus piores jogos no ano. Ele deu lugar a Vitor Roque, que transformou o Palmeiras.

O Tigrinho brigou, conseguiu segurar a bola e sofreu faltas no ataque. Foi dele, quando o Palmeiras mais sofria, o gol do desafogo. Roque bateu com categoria pênalti que o zagueiro Mina cometeu ao colocar a mão na bola dentro da área e que o árbitro Wilmar Roldán hesitou um pouco pra marcar.

O gol deixou o Palmeiras tranquilo e confortável, a ponto de dominar o jogo e ainda criar para ampliar. Com todo campo para atacar, não aumentou a vantagem porque Andreas, livre, chutou em cima do goleiro.

Fez falta porque a LDU, aparentemente combalida, buscou o empate aos 45 minutos, na base do abafa, pôs pressão até o final e conseguiu a improvável e heroica virada aos 47. Os dois gols foram pelo alto, ambos marcados por Estrada, aproveitando buracos na frágil defesa palmeirense. Nos pênaltis, Lucas Evangelista errou pelo Palmeiras, e o goleiro alviverde pegou duas cobranças. 

Fonte: Portal Terra
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