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Quanto vale a camisa do Grêmio sem a Pitaco? Veja

Máster de R$ 140 milhões em três anos elevou uniforme a patamar recorde, mas MP das Bets coloca em dúvida uma parcela importante da receita

4 out 2026 - 08h54
(atualizado às 08h54)
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Resumo
A nova Medida Provisória contra empresas de apostas ameaça o contrato do Grêmio com a Pitaco, avaliado em R$ 46,7 milhões anuais de um total de R$ 100 milhões arrecadados com o uniforme em 2026. Sem a patrocinadora máster, a receita da camisa cairia para cerca de R$ 53 milhões por temporada, soma de parceiros como Banrisul e Havan. Caso a saída se confirme, o clube gaúcho enfrentará o desafio financeiro de repor quase metade desse faturamento sem desvalorizar o seu espaço comercial mais valioso.

A camisa do Grêmio atingiu em 2026 um dos maiores valores comerciais de sua história, mas a discussão sobre o futuro do uniforme ganhou outro capítulo com a Medida Provisória que restringe a atuação das empresas de apostas no futebol brasileiro.

Foto: Divulgação/ Autor Desconhecido/ Site do Grêmio
Foto: Divulgação/ Autor Desconhecido/ Site do Grêmio
Foto: Divulgação/ Autor Desconhecido/ Site do Grêmio / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que o contrato com a empresa de apostas Pitaco, anunciado em setembro, prevê aproximadamente R$ 140 milhões por três anos, o equivalente a cerca de R$ 46,7 milhões por temporada.

O problema é que o acordo foi firmado justamente às vésperas da nova ofensiva regulatória contra as bets. Dois dias depois do anúncio da Pitaco, o governo federal apresentou à medida que prevê a retirada das empresas de apostas do futebol.

A diretoria tricolor informou que aguardaria os desdobramentos antes de definir o impacto sobre o contrato. A pergunta, portanto, passou a ser outra: quanto vale a camisa gremista sem o principal patrocinador?

Uniforme chegou a cerca de R$ 100 milhões por ano

O número mais recente disponível indica que o Grêmio passou a arrecadar aproximadamente R$ 100 milhões por temporada com as propriedades do uniforme após a chegada da Pitaco e a renovação de outros contratos.

O valor inclui o máster e as demais marcas presentes na camisa. Considerando os cerca de R$ 46,7 milhões anuais atribuídos à Pitaco, a soma das outras propriedades representa aproximadamente R$ 53 milhões por temporada.

Esse número, porém, deve ser tratado como uma referência de cálculo, e não como uma tabela oficial de receitas individuais. O Grêmio não divulgou quanto cada patrocinador paga atualmente pelo espaço ocupado no uniforme.

Banrisul, Havan e outras marcas

Entre os parceiros estão Banrisul, Havan, Tintas Coral, Unifique e Ingresse, além de outras propriedades comerciais. A Tintas Coral, por exemplo, ocupa o escudeto da camisa, enquanto a Havan passou a estampar o ombro.

Os valores desses acordos não foram divulgados individualmente. A Unifique também passou a integrar o grupo de patrocinadores em 2026, dentro de um acordo relacionado ao projeto de modernização da Arena do Grênio.

A Ingresse tem um acordo mais amplo, que inclui ingressos, soluções digitais e entregas comerciais, com R$ 45 milhões em luvas por três anos. Por isso, o valor não deve ser tratado apenas como uma cota da camisa.

O que acontece se a Pitaco sair do Grêmio?

É aí que a MP das Bets transforma a questão comercial em problema financeiro. Se a Pitaco deixar de gerar receita sem um substituto imediato, o Grêmio pode perder cerca de R$ 46,7 milhões por ano no espaço máster.

Nesse cenário, tomando como referência os cerca de R$ 100 milhões anuais atualmente atribuídos ao uniforme, restaria um pacote comercial na casa de R$ 53 milhões por temporada. Isso não significa, necessariamente, que esse será o valor efetivamente recebido sem a Pitaco.

O desafio é substituir o máster

O histórico recente mostra a dificuldade. Antes da Pitaco, o Grêmio ficou meses sem máster após romper com a Alfa Bet. Propostas de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões anuais foram consideradas abaixo da meta, próxima dos R$ 50 milhões do contrato anterior.

A Pitaco acabou chegando perto desse patamar, com contrato de R$ 140 milhões por três anos. Por isso, caso a nova legislação retire as bets do uniforme, o desafio do Grêmio não será apenas encontrar uma empresa para ocupar o espaço central da camisa.

O Grêmio terá de repor cerca de R$ 47 milhões anuais sem desvalorizar a camisa. Do valor estimado de R$ 100 milhões, R$ 46,7 milhões vêm da Pitaco e R$ 53 milhões das demais propriedades. A MP das Bets pode mudar essa equação.

RTI Esporte
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