Grêmio se posiciona sobre veto a bets após fechar patrocínio
Diretoria tricolor aguarda publicação de regras oficiais e monitora impacto financeiro após firmar vínculo de três temporadas
Dois dias após anunciar um patrocínio de R$ 140 milhões em três anos com a empresa Pitaco, o Grêmio adotou postura de cautela frente à Medida Provisória do Governo Federal que proíbe casas de apostas no país. Em nota, o clube afirmou que aguardará a publicação oficial para avaliar o impacto financeiro no futebol. O contrato prevê proteção jurídica para rescisão por força legal, enquanto o setor esportivo alerta para prejuízos generalizados com o fim desses aportes no mercado nacional.
O Grêmio se manifestou oficialmente nesta sexta-feira (25) sobre a decisão do Governo Federal em decretar a proibição do funcionamento das casas de apostas em território nacional. A medida provisória surge exatamente dois dias após o clube gaúcho formalizar um novo contrato de patrocínio máster com a empresa Pitaco, anunciado na última quarta-feira (23). De acordo com a cúpula tricolor, o posicionamento institucional será de cautela até que todos os detalhes jurídicos da determinação estatal sejam formalizados. As informações são do portal "ge".
Em nota oficial enviada à imprensa, o Tricolor destacou a necessidade de entender o tamanho do prejuízo financeiro para o esporte.
"O Grêmio aguardará os desdobramentos do tema nos próximos dias, a partir da publicação da medida pelo Governo. A dimensão do impacto dessa decisão sobre as receitas da indústria do futebol precisará ainda ser mensurada pelos clubes e entidades esportivas de todo país", comunicou a agremiação.
Vínculo milionário e cláusulas de segurança jurídica
O compromisso firmado entre as partes previa uma arrecadação de R$ 140 milhões aos cofres gremistas ao longo de três temporadas. No entanto, o cenário de incerteza coloca em xeque o cumprimento integral dessa projeção financeira. Além disso, as cláusulas contratuais contam com dispositivos de proteção mútua para casos de rompimento involuntário por força legal, embora ainda não haja clareza sobre possíveis compensações indenizatórias.
Por sua vez, o clube de Porto Alegre já havia endossado um movimento institucional coletivo com outras diretorias do futebol nacional. Intitulado "O Fim do Futebol Brasileiro", o documento alertava que o capital injetado por companhias do segmento representa sustentação basilar para agremiações de todos os portes e campeonatos regionais.
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Bastidores da negociação e trâmites em Brasília
As conversas com o mercado foram conduzidas pelo CEO gremista, Alex Leitão. Aliás, a gestão gaúcha chegou a analisar propostas de outros ramos da economia, como o setor automotivo, mas optou pela oferta da patrocinadora atual. Desse modo, a assinatura ocorreu mesmo diante das declarações públicas da Presidência da República sobre a restrição iminente às plataformas virtuais, na tentativa de garantir eventual enquadramento em regras de transição.
Por fim, a restrição entrará em vigor via Medida Provisória, instrumento que exige aprovação no Congresso Nacional em até 120 dias para conversão definitiva em lei. Paralelamente, o Poder Executivo planeja encaminhar um projeto de lei específico para fixar punições a quem promover ou divulgar jogos de azar não regulamentados no país.
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