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Auxiliar de Renato é solto após prisão preventiva ser revogada

Advogados argumentam que Alexandre Mendes não descumpriu medida protetiva concedida à ex-companheira

9 out 2026 - 20h55
(atualizado às 21h04)
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Resumo
A Justiça revogou a prisão preventiva de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio, detido por suposto descumprimento de medida protetiva contra sua ex-companheira. A defesa negou a infração, alegando que ambos apenas coincidiram em um evento público lotado, e pediu a quebra do sigilo telefônico para provar que não houve aproximação. O caso teve início em 2024 e, apesar de a polícia não ter indiciado Mendes por agressões físicas, ele virou réu após denúncia do Ministério Público.
Alexandre Mendes no comando pelo Grêmio em 2024 –
Alexandre Mendes no comando pelo Grêmio em 2024 –
Foto: Lucas Uebel/Grêmio / Jogada10

A Justiça determinou, nesta sexta-feira (9), a soltura de Alexandre Mendes, auxiliar técnico de Renato Gaúcho no Grêmio, a partir da revogação da prisão preventiva. O profissional do clube gaúcho estava na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), pela suposta falta de cumprimento da medida protetiva do caso em que se tornou réu em setembro de 2025.

"A defesa informa que foi proferida a decisão pelo juízo de Esteio, acompanhando parecer do Ministério Público, revogando a prisão preventiva anteriormente decretada. A acusão de violação de medida protetiva é falsa", diz o comunicado dos advogados de Alexandre Mendes.

Alexandre Mendes no comando pelo Grêmio em 2024 –
Alexandre Mendes no comando pelo Grêmio em 2024 –
Foto: Lucas Uebel/Grêmio / Jogada10

"Alexandre e sua ex-cônjuge estiveram presentes no Parque de Exposições de Esteio (Expointer), local público frequentado por milhares de pessoas. Jamais houve aproximação ou intenção de aproximação de sua ex-cônjuge", seguiu.

Por fim, a defesa de Mendes afirma que requeu a quebra do sigilo telefônico dos terminais de ambos os lados, a fim de comprovar a posição geográfica e evidenciar o dia e o horário em que cada um esteve no local.

Relembre o caso

O processo iniciou-se em agosto de 2024 no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central da Comarca de Porto Alegre. Na época, a vítima dizia que não tinha mais relacionamento com Alexandre Mendes há aproximadamente 15 dias.

Dessa maneira, um inquérito policial, da 2ª Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em setembro, concluiu pelo não indiciamento do acusado. Na ocasião, a suposta vítima tinha registrado boletim de ocorrência que indicava, inclusive, agressões físicas.

A delegada Fernanda Campos Hablich, que acompanhava o caso, afirmou que não houve elementos suficientes para amparar o indiciamento. Após o relatório, as medidas protetivas que vigoravam a favor da mulher não foram adiante. Mas o Ministério Público entendeu que havia elementos para uma denúncia por violência psicológica.

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Jogada10
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