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Libertadores coleciona histórias curiosas, como gol de padre

1 fev 2009 - 10h49
(atualizado às 14h10)
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Thiago Tufano

Criada em 1960, a Copa Libertadores da América coleciona histórias e curiosidades que até os mais fanáticos pelo maior torneio sul-americano de futebol desconhecem. Confusões dentro e fora de campo, partidas canceladas, jogadores com nomes trocados e até gol marcado por um padre são alguns dos acontecimentos que marcam a história da competição que teve início dia 27 de janeiro com a partida entre El Nacional, do Equador, e Nacional, do Paraguai.

A Copa Libertadores mudou muito nos últimos 20 anos após a participação maior da TV e a transmissão de praticamente todos os jogos. Antes disso, a pressão da torcida, dirigentes e até a violência dos jogadores podiam decidir a competição.

Em 1961, por exemplo, quando o Peñarol sagrou-se campeão pela segunda vez, ao término dos dois jogos entre Independiente-COL e Wilstermann, ocorreu empate em pontos e em gols. Com isso, o resultado levaria a decisão para uma terceira partida, na cidade colombiana de Bogotá. No entanto, os cartolas das duas equipes decidiram cancelar o duelo e resolver a situação em um simples sorteio, que acabou classificando o Independiente para a semifinal.

Dois anos mais tarde, tudo estava pronto para a partida entre Botafogo e Millonarios-COL, no dia 21 de julho, no Estádio do Maracanã. Mas a equipe colombiana, que já estava eliminada e só iria cumprir tabela contra os cariocas, ao invés de entrar em campo, preferiu pagar uma multa de US$ 4,5 mil à Conmebol para não jogar. Com isso, o time alvinegro saiu com os três pontos. Naquele ano, o Santos sairia campeão.

Em 1967, o Santos, então vice-campeão da Taça Brasil e já bicampeão da Libertadores, desistiu de participar da competição continental. Diferente do que ocorre nos dias de hoje em que as equipes priorizam o torneio, o time alvinegro preferiu ficar fora da competição alegando que iria atrapalhar sua participação em campeonatos locais e em amistosos pelo mundo. Com isso, o único representante daquela edição foi o Cruzeiro.

Já na edição de 71, que teve os uruguaios do Nacional erguendo a taça, tudo normal até a partida entre Barcelona, de Guayaquil, e Estudiantes, da Argentina. Não bastasse o resultado surpreendente dos equatorianos sobre os argentinos - 1 a 0 para o Barcelona, em La Plata - o único gol do duelo foi marcado pelo atacante espanhol Juan Manuel Bazurco, um padre.

Quando o Independiente da Argentina foi campeão pela sexta vez, em 1975, outro fato curioso ocorreu na competição, desta vez envolvendo um time brasileiro: o Cruzeiro. A equipe mineira inscreveu em sua lista o jogador Luís Fabio, porém, seu nome verdadeiro era Ananías Barrera. Por sete anos, o atleta jogou com o nome trocado. E por sorte, o time celeste não escalou o atleta em nenhuma partida, livrando o elenco de uma possível punição.

No ano de 89, uma situação no mínimo curiosa. No dia 29 de março a partida entre Sol de América e Olímpia foi interrompido aos 24min da primeira etapa por falta de energia. Até aí, tudo bem. O duelo foi reiniciado no dia seguinte e as equipes já sabiam do resultado dos outros jogos do grupo (Cobreloa e Colo Colo empataram por 2 a 2). Assim, o único resultado que classificaria os dois paraguaios era um 5 a 4. E foi o que realmente aconteceu. O ocorrido custou uma multa de US$ 5.000 a cada equipe.

Quando o Olímpia foi campeão, em 90, a competição chamou a atenção pela partida entre Atlético Nacional 2 x 0 Vasco. Na ocasião, a Conmebol suspendeu o time colombiano, obrigando-o a jogar fora de seu país, por conta da ameaças telefônicas recebidas pelo árbitro Juan Daniel Cardellino, no duelo. A vitória do Nacional foi suspensa e o jogo foi repetido em Santiago, no Chile, com triunfo do Atlético por 1 a 0.

Todas essas confusões tornam a Libertadores um torneio único, almejado por todos e conquistado por poucos. Os times brasileiros ergueram o troféu mais almejado do continente 13 vezes, mas o país que mais conquistou o torneio foi a Argentina, que faturou a competição em 21 oportunidades. Uruguai tem oito conquistas, seguido por Paraguai, com três, Colômbia, com dois, e Chile e Equador, com um.

Fonte: Terra
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