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Futebol Internacional

Demitido duas vezes em 7 dias, Zé Maria expõe "escravidão"

22 abr 2015 - 11h17
(atualizado às 15h34)
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O planeta foi pego de surpresa quando o Ceahlaul Piatra, da Romênia, demitiu o ex-jogador e atual treinador brasileiro Zé Maria duas vezes em menos de uma semana. O atleta que defendeu clubes como Palmeiras, Portuguesa, Flamengo, Vasco, Parma, Cruzeiro e Inter de Milão durante a carreira foi dispensado em um dia, recontratado no outro e novamente mandado embora depois de uma derrota. Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport, contudo, Zé Maria, agora com 41 anos, explicou tudo.

O grande algoz do brasileiro, de acordo com ele, foi o proprietário do Ceahlaul Piatra, Angelo Massone. Insatisfeito com o desempenho do time dentro de campo e com a modesta 16ª posição no Campeonato Romeno, o italiano teria feito ameaças que desagradaram e muito ao técnico. A ponto de Zé Maria dizer que foi "tratado como um escravo” no clube. “Antes do jogo contra o Brasov, Massone foi ao vestiário e anunciou que iria mandar o elenco a um ‘retiro punitivo’. Quem não aceitasse seria tirado da competição e não teria os salários quitados”, contou o ex-jogador.

Zé Maria foi demitido duas vezes em uma semana pelo Ceahlaul Piatra , da Romênia
Zé Maria foi demitido duas vezes em uma semana pelo Ceahlaul Piatra , da Romênia
Foto: Getty Images

Zé Maria se posicionou contra a medida do mandatário e ameaçou se demitir caso ela fosse colocada em prática. Isto aconteceu, os jogadores entraram em campo “intranquilos”, segundo o brasileiro, e Massone nem esperou o pedido do treinador. “Ele me chamou no dia seguinte e anunciou a minha demissão, acusando-me de ter organizado uma conspiração contra ele”, afirmou. "Massone dizia que os jogadores deveriam ser tratados com 'punho de ferro', porque eram romenos", completou.

Os atletas, então, sentiram a demissão de Zé Maria e cogitaram não entrar mais em campo na temporada, o que fez o dirigente voltar atrás e recontratar o técnico. “Ele estava muito irritado com o que chamou de ‘revolta dos escravos’”, contou Zé Maria. Massone também havia prometido quitar todos os débitos com os jogadores caso assinasse com um novo patrocinador na semana, o que não aconteceu. Assim, a equipe não treinou durante alguns dias e foi novamente derrotada, desta vez para o Botosani. Foi o estopim para uma nova e derradeira demissão de Zé Maria, já substituído pelo sérvio Vanya Radinovic.

“Fui obrigado a deixar o hotel imediatamente, Massone não quis me pagar a passagem aérea e ainda disse que só quitaria os salários atrasados depois que visse como eu agiria”, revelou Zé Maria. “Agora, eu finalmente posso voltar para a Itália com a esperança de deixar rapidamente toda essa experiência ruim para trás”, sacramentou.

Zé Maria foi ídolo do Parma e, em 2013, atuou em uma partida festiva pelo clube italiano
Zé Maria foi ídolo do Parma e, em 2013, atuou em uma partida festiva pelo clube italiano
Foto: Marco Luzzani / Getty Images
Fonte: Terra
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