Patrocinador do City é multado em R$ 2 bi por lavagem de dinheiro
OKX, empresa de criptomoedas, teria recebido mais de 5 bilhões de dólares (R$ 25 bilhões) em transações suspeitas e recursos oriundos de crimes
A OKX, patrocinadora do Manchester City, foi multada nos EUA em R$ 2,5 bilhões por facilitar transações suspeitas e violar regras contra lavagem de dinheiro, além de sofrer sanções em Malta. Apesar da punição, a parceria comercial iniciada em 2022 segue ativa nos uniformes do clube. O escândalo agrava a crise do City, recentemente condenado pela Premier League por fraudes financeiras de R$ 6,3 bilhões entre 2009 e 2018, acusação da qual a equipe britânica nega e recorre.
O Manchester City volta a enfrentar questionamentos fora de campo. Desta vez, o problema envolve a OKX, empresa de criptomoedas que mantém uma parceria comercial com o clube.
A companhia recebeu uma multa de 504 milhões (R$ 2,5 bilhões), nos Estados Unidos por violações relacionadas às regras de combate à lavagem de dinheiro. Segundo informações do jornal britânico 'The Sun', um tribunal de Nova York apontou que a plataforma facilitou mais de 5 bilhões de dólares (R$ 25 bilhões) em transações suspeitas e recursos provenientes de crimes.
Além disso, a subsidiária europeia da empresa também recebeu uma punição em Malta por violações de normas contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
Parceria segue ativa
A OKX tornou-se parceira comercial do Manchester City em 2022. No ano seguinte, inclusive, a empresa ampliou o acordo e passou a ocupar o espaço de patrocinadora da manga dos uniformes das equipes masculina e feminina.
Atualmente, a marca continua exposta na camisa do clube. A própria OKX ainda apresenta a parceria como ativa em ações promocionais relacionadas à temporada 2026/27.
O clube, porém, afirma que mantém uma parceria de longa duração com a empresa e que realiza os procedimentos de diligência considerados adequados. A OKX não comentou as acusações apresentadas.
Caso acontece em momento delicado para o City
A repercussão, inclusive, também ocorre poucos dias depois de um momento especialmente delicado para o Manchester City. Em setembro, uma comissão independente considerou o clube culpado por violações graves das regras financeiras da Premier League entre as temporadas 2009/10 e 2017/18.
Segundo a própria Premier League, o processo apontou contratos considerados fictícios e mecanismos que teriam inflado artificialmente as receitas e reduzido os custos do clube em mais de 900 milhões de libras esterlinas (R$ 6,3 bilhões) no período analisado. O Manchester City nega as acusações e recorre da decisão.
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