Advogado do Atlético-MG fala em 'tentativa de homicídio' no STJD sobre lance de Kaio Jorge e Ruan
Tribunal aceita defesa do Cruzeiro e transforma suspensão em advertência para o atacante
O atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, foi liberado pelo STJD para a decisão da Copa do Brasil contra o Atlético-MG. Denunciado por aplicar uma "cama de gato" em Ruan Tressoldi no jogo de ida, o atleta foi punido com apenas um jogo de suspensão, revertido em advertência. A decisão gerou revolta no clube atleticano, cujo advogado chegou a classificar o lance como "tentativa de homicídio" durante o julgamento. Ambos os clubes também foram multados em R$ 8 mil por atraso no reinício da partida.
O advogado do Atlético-MG buscou de todas as maneiras, falando até em "tentativa de homicídio", mas não conseguiu convencer os auditores do STJD a suspender Kaio Jorge, do arquirrival Cruzeiro. Por maioria de votos, o atacante pegou um jogo de suspensão, convertido em advertência, e reforça o Cruzeiro no duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, nesta terça-feira.
A pedido do Atlético, o STJD aceitou denunciar Kaio Jorge após o atacante aplicar uma "cama de gato" em Ruan Tressoldi, no jogo de ida — empate por 1 a 1 no Mineirão —, tirando o zagueiro ainda no começo da partida da semana passada.
No julgamento online desta segunda-feira, o advogado do Atlético-MG, Rafael Libertuci, tentou de toda maneira transmitir a imagem de má conduta do cruzeirense para tentar tirá-lo do jogo de volta, nesta terça, na Arena MRV.
"Ninguém aguenta mais isso, ninguém aguenta mais o Kaio Jorge", afirmou, um tanto revoltado. "O que o Kaio Jorge fez não foi uma cama de gato, foi uma agressão deliberada. Ele olha o jogador e dá uma ombrada nele. Não é uma cama de gato, é uma tentativa de homicídio", acusou.
Após o lance, o cruzeirense foi flagrado sorrindo, o que causou ainda mais a revolta dos atleticanos. Ao ver as imagens e o desabafo do advogado, os auditores do Comitê de Disciplina do STJD não pareceram convencidos e optaram por pena mínima de um jogo.
Mesmo assim, não sustentaram a decisão e transformaram a punição em advertência, liberando Kaio Jorge e revoltando dirigentes e a torcida do Atlético-MG. Apenas o auditor Gustavo Lisboa votou por três jogos de punição ao centroavante. Os dois clubes foram punidos em R$ 8 mil por atrasar o reinício da partida.
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