Opinião: SBT sabe que não tem como competir com Globo e faz pré-jogo caótico por audiência
Emissora, com Tiago Leifert no comando, transformou a TV em uma bagunça divertida
A cara de Tiago Leifert enquanto Sérgio Mallandro transformava o palco do pré-jogo do Brasil em um caos completo resume com precisão o espírito da abertura do mata-mata na emissora paulista.
- Você já nos segue nas redes sociais? O Terra Esportes está presente no Tiktok, no Youtube e no Instagram. Tudo para te manter informado de um jeito diferente e divertido. Siga nosso perfil, curta e compartilhe!
O SBT sabe que, mesmo escalando um peso-pesado como Galvão Bueno, não possui estrutura para bater de frente com a Globo pelo topo do Ibope. Na TV aberta, o domínio da concorrente segue inabalável. Diante dessa realidade de mercado, o canal de Silvio Santos entendeu que precisa caputarar o telespectador fora da cartilha tradicional.
E como se destaca nesse cenário competitivo? Certamente não é entregando um pré-jogo engessado. De nada adiantaria empilhar ex-jogadores e comentaristas em um debate protocolar sobre pranchetas, para ver análises táticas sérias, o público já tem a própria Globo, a CazéTV ou canais que nem os direitos de transmissão possuem.
A resposta do SBT para o mata-mata foi chutar o balde e apostar no imprevisto. Tivemos pessoas simulando natação no meio do estúdio, videntes disparando absurdos (incluindo uma previsão preocupante de lesão para Vinicius Júnior) e um festival de momentos inusitados que encontravam eco imediato nas caras e bocas de Tiago Leifert. O apresentador virou o perfeito avatar do público no sofá: a testemunha ocular da zoeira.
Isso é um problema? Sinceramente, não. Isso é a mais pura essência da TV aberta raiz. O purismo esportivo da internet costuma torcer o nariz para o escracho, mas esquece o ecossistema em que o futebol na TV está inserido. Na mesma tarde, a Record exibia um cachorro de estimação latindo com a camisa do Brasil para “opinar” sobre o placar do jogo.
Ao abraçar a galhofa, o SBT acerta em cheio. A emissora respeita o seu próprio DNA histórico de auditório popular e entrega uma alternativa real, divertida e genuinamente descompromissada ao monopólio Globo. Se não dá para vencer a concorrência no orçamento, ganha-se no quesito que o canal mais domina desde os tempos de Silvio Santos: a irreverência popular do improviso.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.