Ribéry: "não queria que médico francês injetasse cortisona"
O atacante francês Franck Ribéry, centro da polêmica entre a seleção nacional e o Bayern de Munique por causa de uma lombalgia que o obrigou a renunciar à Copa do Mundo, declarou neste sábado que não concordava com o tratamento proposto pelo médico da França.
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"Não tenho medo de agulha, mas não queria que o médico francês me injetasse cortisona. Eu sei que isso não é bom", disse Ribéry.
"Minha carreira continuará", continuou o atacante do Bayern, referindo-se ao efeitos nefastos que, segundo ele, poderia ter a substância.
Ribéry deu respaldo ao médico do clube do clube alemão, Muller-Wolfahrt, cujo tratamento foi criticado pelo médico da seleção francesa.
"É injusto. Não posso aceitar que critiquem o doutor Muller-Wolfahrt. Estou há sete anos no Bayern e tenho total confiança em 'Mull' (apelido do médico na Alemanha), sempre me ajudou. Ele faz tudo corretamente. Sem ele, não sei se poderia jogar futebol como o faço hoje", afirmou.
Ribéry garantiu que "Muller-Wolfahrt transmitiu todos os documentos relativos a minha lesão e propôs ajudar no meu tratamento. Ele foi ignorado".
A polêmica entre as equipes médicas da seleção francesa e do Bayern surgiu devido às diferenças de opinião sobre o tratamento que o jogador deveria seguir.
O médico da França, Franck Le Gall, criticou na quinta-feira o Bayern de Munique, afirmando que o clube alemão teria tratado a lesão de Ribéry com injeções de analgésicos, o que teria prejudicado sua recuperação.
Muller-Wohlfahrt, médico de alguns dos melhores atletas do planeta, como o velocista jamaicano Usain Bolt, respondeu na sexta-feira, em um comunicado divulgado por seu advogado, que deixou a disposição "todos os documentos para análise" e que "comunicou por telefone seu ponto de vista sobre a situação física" do jogador.
O médico lembrou também que "o tratamento com infiltrações de Actovegin (analgésico) está explicitamente autorizado pela Agência Mundial Antidoping".
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