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Seleção Colombiana

Francês que tirou Falcao da Copa lida com ameaças e assédio

18 jan 2015
17h55
atualizado às 18h02
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Uma entrada despretensiosa em Falcao García em um jogo da Copa da França transformou o desconhecido Soner Ertek, jogador Monts d'Or Azergues, em homem procurado na Colômbia. Em entrevista ao jornal britânico Mirror, o atleta amador falou das ameaças e do assédio que tem recebido desde o dia infame no qual provocou a grave lesão do artilheiro colombiano em um jogo contra o Monaco na Copa da França.

<p>Carrinho de Ertek tirou Falcao da Copa</p>
Carrinho de Ertek tirou Falcao da Copa
Foto: AFP

Membro de uma equipe não profissional, o professor de escola primária contou que a partir do momento que ele chegou em casa após a derrota por 3 a 0 para o Monaco, seu telefone, Facebook e email não paravam de ser contatados. Em comum, as pessoas que ligavam e mandavam mensagens para Ertek tinham a origem. A maioria delas vinha da Colômbia e uma parte delas lembrando um evento que assusta o jogador amador: o assassinato de Andres Escobar, morto por ter feito um gol contra na Copa do Mundo de 1994.

"Nós não desponsíamos. Víamos que as ligações vinham da Colômbia. Elas eram feitas tarde, depois da meia noite. No fim, trocamos todos os telefones", disse a esposa de Ertek, Selvinaz. "Ele estava sendo aterrorizado pela internet. Eu vi fotos mostrando Ertek próximo a uma imagem de Andres Escobar com as palavras 'O homem mais procurado na Colômbia'. Eu fiquei chocada e com medo".

<p>Confirmação de lesão grave intensificou assédio a Ertek</p>
Confirmação de lesão grave intensificou assédio a Ertek
Foto: AFP

No dia seguinte ao jogo contra o Monaco, quando o professor chegou na escola para trabalhar, um pai de aluno avisou que o nome Soner Ertek era um dos termos mais falados no Twitter na Colômbia. Sem saber o que era a rede social, ele se deparou com uma dor de cabeça quando o rompimento do ligamento cruzado de Falcao foi confirmado, o que intensificou o teor das mensagens que lhe eram enviadas.

Sob toda essa pressão, Ertek falou que o apoio das crianças para quem ele dava aula foi importante. "A gente passava 10 minutos contando o que tínhamos feito na noite anterior. E as crianças vinham com poemas e desenhos para me dar suporte. Ninguém falava do Falcao na classe. Era um momento de inocência. Foi bom para mim", afirmou o atleta amador, que trocou de clube e agora defende o Villefranche, onde é conhecido pelos companheiros de time como Mister Falcao.

"Não é o apelido que eu escolheria, mas vou ter que viver com isso", finalizou.

Fonte: Terra
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