Flamengo terá de vender jogadores por causa da MP das Bets? Veja
Perda do contrato com casa de apostas pode aumentar a pressão sobre o caixa do clube
O Flamengo avalia os impactos da Medida Provisória que restringe casas de apostas e pode comprometer seu patrocínio máster. Caso perca a receita, o clube estuda recorrer à venda de jogadores entre 2026 e 2027 para equilibrar as contas, com negociações estimadas entre 30 e 40 milhões de euros. Contudo, nenhuma transferência foi definida no momento, e a diretoria rubro-negra aguarda as decisões do Congresso e do STF sobre a vigência definitiva da nova regra.
O Flamengo já avalia os impactos financeiros da MP que restringe as casas de apostas no futebol. O principal ponto de atenção é o contrato com a patrocinadora máster, que pode ser afetado pelas novas regras.
A Agência RTI Esporte apurou que o Flamengo acompanha as definições no STF e no Congresso antes de definir os próximos passos. Internamente, o impacto financeiro é tratado com cautela, principalmente diante dos possíveis efeitos a partir de 2027.
Caso o vínculo seja encerrado em dezembro, o Flamengo poderá buscar receitas extraordinárias para compensar a perda. Uma das alternativas seria o mercado de transferências, mas não há, neste momento, decisão pela venda de um jogador específico.
Venda pode entrar no planejamento
Caso o contrato com o patrocinador máster não continue, o Flamengo poderá precisar fazer uma grande venda ou três ou quatro negociações médias ainda em 2026. A necessidade dependerá do impacto da perda e de outras fontes de receita.
O objetivo seria preservar o equilíbrio financeiro e reduzir a pressão sobre o caixa na temporada seguinte. Uma negociação de grande porte teria como referência valores entre 30 milhões e 40 milhões de euros (R$ 168 milhões a R$ 225 milhões, na cotação atual).
Samuel Lino e Lucas Paquetá podem ser referências
Dentro desse patamar financeiro, Samuel Lino e Lucas Paquetá aparecem como exemplos de jogadores cujo valor de mercado poderia representar uma venda relevante para o Flamengo. Isso, porém, não significa que o clube tenha decidido negociar qualquer um dos dois.
Uma eventual transferência dependerá da necessidade financeira, das propostas e da avaliação da comissão técnica. Uma venda desse porte poderia ajudar a compensar parte da perda da principal receita de patrocínio do uniforme.
Flamengo ainda aguarda definição
A MP tem validade inicial de 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60, e ainda pode sofrer alterações durante a tramitação no Congresso. Paralelamente, o Flamengo acompanha a discussão no STF sobre os efeitos das novas regras.
A proibição entrou em vigor nesta terça-feira, 6. A partir da rodada iniciada na quarta-feira, 7, os clubes da Série A podem ter de retirar marcas de casas de apostas dos uniformes, caso não haja decisão judicial suspendendo os efeitos da medida.
Para o Flamengo, o impacto não se limita à exposição comercial. O futuro do acordo com a casa de apostas online pode interferir no planejamento financeiro de 2027 e aumentar a necessidade de receitas alternativas.
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