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Flamengo pede ao STF para entrar em ação contra veto às bets

Rubro-Negro engrossa o coro das casas de apostas para reforçar a tentativa de derrubar proibições; Clubes se articulam por ação conjunta

29 set 2026 - 23h21
(atualizado em 30/9/2026 às 00h42)
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Resumo
O Flamengo acionou o STF para ingressar como "amicus curiae" na ação que contesta a medida provisória do governo sobre o veto às casas de apostas. O clube pede a suspensão da MP, relatada pelo ministro Luiz Fux, alegando prejuízos imediatos a outras modalidades e a inviabilidade do prazo de 10 dias para retirar patrocínios de uniformes e estádios. O Rubro-Negro estima perdas próprias de até R$ 430 milhões e calcula um impacto negativo de cerca de R$ 2,5 bilhões em todo o futebol brasileiro.
Clubes protestam contra a MP das Bets do Governo – Fotos: Divulgação
Clubes protestam contra a MP das Bets do Governo – Fotos: Divulgação
Foto: Jogada10

O Flamengo se antecipou aos clubes e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar o veto às bets. O clube entrou com petição na noite desta terça-feira (29/9) para participar da ação que questiona a medida provisória, anunciada pelo presidente Lula na última sexta-feira.

O Rubro-Negro reforçou a necessidade de apreciação da medida cautelar feita pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) para que haja suspensão da eficácia da MP assinada pelo governo semana passada. No entanto, o relator, o ministro Luiz Fux, ainda precisa analisar o pedido.

A intenção, portanto, é ingressar na ação como "amicus curiae". A função permite que representantes flamenguistas forneçam informações para a análise do caso e participem de eventuais audiências. É o mesmo movimento que o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) fez também nesta terça-feira. Não é descartada uma ação conjunta de outros clubes.

Clubes protestam contra a MP das Bets do Governo – Fotos: Divulgação
Clubes protestam contra a MP das Bets do Governo – Fotos: Divulgação
Foto: Jogada10

No documento, o Flamengo destaca que o fim repentino dos patrocínios de apostas prejudica a manutenção das demais modalidades. Além disso, o clube diz ainda que os efeitos da MP colocam em risco o mercado antes mesmo de dar ao Congresso a chance de discutir o texto.

O Fla também argumenta o risco de cumprir o prazo de 10 dias estipulado pelo governo para o clube retirar marcas e anúncios do ar e de instalações físicas. A logística envolve uniformes confeccionados com meses de antecedência, que torcedores já comercializaram e vestiram. Além disso, o documento cita as placas fixadas em estádios e transmissões de TV durante as competições.

O prejuízo

A diretoria ainda calcula perdas de até R$ 430 milhões no próprio Fla. No texto, o clube prevê um prejuízo de cerca de R$ 2,5 bilhões em todo o futebol nacional.

A Betano, empresa que estampava o uniforme do rubro-negro como máster, assinou um contrato no ano passado de R$ 268 milhões anuais. O contrato era até o fim de 2028, oq eu totalizaria R$ 895 milhões faturados apenas com a marca.

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Jogada10
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