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Libertadores

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Frangueiro da Copa pega 3 pênaltis, cala o Maracanã e Flamengo é eliminado na semi da Libertadores

Muslera pega cobranças de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique; argentinos fazem final com Palmeiras

22 out 2026 - 23h48
(atualizado às 23h56)
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Resumo
O Flamengo foi eliminado da semifinal da Libertadores pelo Estudiantes após novo empate por 0 a 0 no Maracanã. A vaga foi decidida nos pênaltis, com vitória argentina por 3 a 2 e redenção do goleiro Muslera, que defendeu três cobranças rubro-negras. Agora, o time de La Plata enfrentará o Palmeiras na grande final do torneio, marcada para o dia 28 de novembro no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Após um empate por 0 a 0 no Maracanã, repetindo o placar de La Plata, o Flamengo foi eliminado pelo Estudiantes nos pênaltis por 3 a 2. Foi uma redenção para o goleiro Fernando Muslera, que fez uma péssima Copa do Mundo com o Uruguai. Ele defendeu as cobranças de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique.

Os argentinos enfrentarão na final o Palmeiras, que eliminou o Fluminense na quarta-feira. A final será no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, em 28 de novembro.

Diferente do primeiro jogo, o Flamengo até conseguiu ter posse de bola, jogou todo o segundo tempo com um jogador a mais, porém novamente não teve eficiência no ataque para tentar ao menos dar trabalho ao goleiro.

Muslera defendeu o pênalti de Bruno Henrique
Muslera defendeu o pênalti de Bruno Henrique
Foto: Wagner Meier / Getty Images

Com a eliminação, o time carioca deixa de reeditar a final da temporada passada, uma vez que o Palmeiras eliminou o Fluminense, também nos pênaltis. A final entre Brasil e Argentina será no dia 28 de novembro, no estádio Centenário, no Uruguai, coincidentemente, palco do título paulista em 2021.

Agora o Flamengo tem somente o Campeonato Brasileiro para disputar até o fim do ano. Defendendo a liderança, com um ponto à frente do Palmeiras, entra em campo na segunda-feira, diante do Atlético-MG, no Maracanã, no encerramento da 32ª rodada.

O Flamengo iniciou a partida ansioso. Acelerado, forçava lançamentos e cruzamentos na área sem trabalhar a bola. Enquanto o Estudiantes era frio em campo. Além de interromper qualquer avanço carioca, levou perigo com Rojo, parando em grande defesa de Rossi e, no rebote, Alex Sandro cortou. Na sequência, Baltasar experimentou de longe e carimbou a trave. O lance fez o Flamengo entender a partida. Com isso, passou a colocar a bola no chão e buscar as triangulações com calma.

Com pouco tempo, já equilibrou o duelo no número de finalizações, com Pedro fazendo lindo pivô de calcanhar para Emerson Royal, que chutou em cima de Núnez. Depois, o próprio camisa 09 tentou chute cruzado e Carrascal não chegou a tempo. Apesar de imprimir bom volume na reta final, o time de Leonardo Jardim não conseguiu traduzir em chances reais de gols e repetiu o desempenho ofensivo na Argentina, onde sequer conseguiu obrigar o goleiro Muslera a trabalhar.

O Flamengo voltou com a mesma postura do intervalo e ganhou um ânimo a mais quando Baltasar Rodríguez foi expulso com o segundo cartão amarelo. Com um a mais, enfim conseguiu colocar Muslera para trabalhar, em chute de Lucas Paquetá de fora da área. Ainda encaixotado na retranca do Estudiantes, Leonardo Jardim acionou Arrascaeta e conseguiu trocar mais passes próximo da área, mas ainda assim esbarrava na defesa argentina na hora da conclusão.

Com o passar do tempo e sem conseguir passar pela muralha adversária, a tensão foi tomando conta do ambiente. O Estudiantes já se abdicou de jogar, reservando-se apenas em rifar a bola. Na reta final, o Flamengo subiu o tom na pressão e Plata parou em Muslera. Depois o goleiro tirou com os olhos o cabeceio de Paquetá, tirando tinta da trave. Nos acréscimos, o time carioca voltou a abusar de lançamentos na área e, com a efetividade passando longe, a decisão foi para os pênaltis.

A série foi aberta com Arrascaeta e Sosa convertendo suas cobranças. Porém, Jorginho, com seu tradicional pulo antes do chute, parou em Muslera. Para sorte carioca, Cetré chegou a converter pela primeira vez, mas houve dois toques, na sua segunda oportunidade, isolou. Entretanto, Paquetá também parou no goleiro uruguaio e viu Mancuso colocar os argentinos na frente. Léo Pereira manteve o sonho vivo, mas na última cobrança, Bruno Henrique também parou em Muslera e deu adeus ao sonho do pentacampeonato. 

Estadão
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