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Flamengo e São Paulo se unem nos bastidores

17 out 2026 - 16h48
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Resumo
Em protesto contra a medida provisória do governo federal que proibiu a exploração e a publicidade de apostas esportivas, Flamengo e São Paulo estamparão a frase "Proibir não é proteger" em seus uniformes nesta rodada do Brasileirão. Apoiada por entidades do setor e exibida também em placas de publicidade, a campanha contesta os impactos negativos da restrição sobre os contratos de patrocínio dos clubes, em meio a disputas jurídicas e políticas que já chegaram ao Congresso Nacional e ao STF.

A proibição das casas de apostas esportivas no Brasil continua provocando reações no futebol nacional. Diante dos impactos da medida sobre os contratos de patrocínio, clubes da Série A estão preparando novas manifestações durante o Campeonato Brasileiro.

Foto: BAP, presidente do Flamengo, em entrevista ( Gilvan de Souza/Flamengo) / Gávea News

São Paulo e Flamengo estão entre as equipes que participarão da mobilização neste fim de semana. Os dois clubes vão utilizar a frase "Proibir não é proteger" em seus uniformes, em protesto contra a medida provisória editada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O São Paulo exibirá a mensagem neste sábado (17), diante do Vasco, no Morumbis. Já o Flamengo adotará a iniciativa no domingo (18), quando enfrentará o Bahia, na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada do Brasileirão.

A campanha também será realizada por meio das placas publicitárias dos estádios. A ação é liderada pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), entidades que defendem a manutenção de um mercado regulamentado de apostas.

O Flamengo já havia participado de manifestações semelhantes nos confrontos contra Santos e Fluminense. No clássico carioca, realizado em 11 de outubro, o Tricolor também exibiu a mensagem em seu uniforme.

A mobilização acontece após o governo federal editar, em setembro, uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa no país. A decisão afetou diretamente o setor e os contratos comerciais mantidos entre empresas de apostas e clubes de futebol.

A proibição ainda é alvo de discussões jurídicas e políticas. Enquanto o Congresso Nacional analisa a medida provisória, o Supremo Tribunal Federal também acompanha a controvérsia envolvendo as novas regras do setor.

Gávea News
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