Flamengo avança por projeto ousado de 500 milhões de reais
O Flamengo avançou no projeto de R$ 500 milhões para revitalizar a Gávea ao obter a licença da Prefeitura do Rio. A proposta substituirá as arquibancadas em desuso por um complexo com dois hotéis de quatro estrelas, somando 348 quartos, e um shopping com 82 lojas. Sem usar recursos próprios, o clube busca viabilizar a obra via investidores, tendo XP e BTG como favoritos para a captação. O modelo visa rentabilizar o espaço garantindo participação rubro-negra nos lucros do empreendimento.
O plano do Flamengo para reestruturar a sede da Gávea e implantar um complexo hoteleiro deu novos passos. O projeto, estimado em R$ 500 milhões e apresentado aos conselheiros do clube em junho, teve avanço recente ao obter a licença da Prefeitura do Rio de Janeiro, concedida em setembro.
A proposta prevê a substituição das antigas arquibancadas do estádio da Gávea por dois hotéis de categoria quatro estrelas. A estrutura do complexo contará com duas torres de dez andares, somando 348 quartos e 536 vagas de estacionamento. O empreendimento trará ainda um shopping center integrado, com espaço para 82 lojas.
A destinação das arquibancadas para o novo complexo ocorre devido ao seu baixo uso comercial e esportivo, visto que a proximidade com residências e hospitais da região limita a realização de jogos no local por conta do barulho do público, mantendo a sede voltada para treinos e eventos.
O planejamento atual passou por reformulações desde a sua concepção inicial. A ideia original previa a edificação de um único hotel cinco estrelas. Posteriormente, o conceito evoluiu para duas unidades de quatro estrelas, formato que permitiu ampliar a capacidade de quartos e integrar uma estrutura comercial.
Para a viabilização financeira, a diretoria adota o modelo de parcerias sem o aporte de recursos próprios do clube. O objetivo é utilizar a força da marca e os ativos do Flamengo para atrair investidores que assumam o financiamento e a execução da obra, garantindo a participação do clube nos resultados financeiros.
Atualmente, as instituições financeiras XP e BTG aparecem como favoritas para a captação dos recursos e já analisam o negócio. Após a definição dos financiadores, o clube definirá qual rede hoteleira ficará encarregada da operação comercial dos dois estabelecimentos.
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