Entenda a disputa judicial entre Flamengo e Rodolfo Landim
O ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, trava uma disputa judicial contra o clube para recuperar seus direitos políticos e participar do Conselho Deliberativo, visando a eleição de 2027. O clube o baniu sob a alegação de vínculo com a SAF do Confiança, ferindo o estatuto. Landim nega a ligação, denuncia perseguição política da gestão de Luiz Eduardo Baptista (Bap) e aponta incoerência com outros dirigentes. Após ter liminar negada, o ex-mandatário segue no processo para anular o veto.
A eleição presidencial do Flamengo em 2027 já movimenta os bastidores do clube, mesmo com a disputa ainda distante. Um dos possíveis nomes no cenário é o de Rodolfo Landim, que comandou o Mais Querido entre 2019 e 2024, mas atualmente enfrenta uma disputa judicial que pode impedir sua participação na próxima corrida eleitoral.
O caso começou em julho, quando Landim recorreu à Justiça para tentar anular o ato que o impediu de participar do Conselho Deliberativo do Flamengo. O ex-presidente também busca garantir seus direitos políticos e associativos dentro do clube, além da possibilidade de participar das assembleias, votações e demais deliberações dos poderes rubro-negros.
A decisão que gerou o conflito está relacionada à reforma estatutária do Flamengo e ao entendimento de que Landim possui vínculo relevante com outra agremiação esportiva. O clube aponta a atuação do ex-presidente, por meio da LG2 Consultoria e Gestão Esportiva, na estruturação da SAF do Confiança, de Sergipe.
Landim, porém, contesta a justificativa. Ele afirma que nunca ocupou cargo, função ou posto no Confiança e considera seu impedimento uma decisão de caráter político. Para o ex-presidente, a mudança nas regras internas do Flamengo teria sido utilizada para dificultar uma eventual candidatura sua em 2027.
A disputa ganhou outro componente quando Landim passou a questionar o tratamento dado a integrantes da atual gestão. Em manifestações no processo, ele citou o caso de Marcos Motta, vice-presidente do Flamengo e sócio de um escritório de advocacia que presta serviços a clubes e entidades esportivas. Landim questiona o motivo de a situação não ter provocado um impedimento semelhante.
O ex-presidente também aponta que os responsáveis pelo ato que o afastou das atividades do Conselho Deliberativo seriam integrantes da Chapa 1, ligada ao atual presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap. A alegação é de que a medida teria motivação política.
Em julho, a Justiça rejeitou o pedido de liminar apresentado por Landim. A decisão inicial não encerrou o processo, mas impediu, naquele momento, que o ex-presidente obtivesse de forma urgente a recuperação de seus direitos políticos e associativos no clube.
A disputa, entretanto, continuou em andamento e ganhou uma nova movimentação em setembro. No dia 3, Landim apresentou uma nova manifestação no processo e utilizou documentos relacionados à reforma estatutária que haviam sido anexados anteriormente pelo Flamengo para reforçar seus argumentos. As informações são da 'ESPN'.
O caso, portanto, ainda está em discussão na Justiça e pode ter consequências para a sucessão presidencial do Flamengo. Enquanto Landim tenta recuperar seus direitos dentro do clube, a atual gestão defende a validade do impedimento. O desfecho da disputa poderá definir se o ex-presidente terá condições de participar ativamente da eleição de 2027.
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