Em quatro meses, Fernando Muslera vive misto de sentimentos
Goleiro, que fez desastrosa Copa do Mundo, defende três pênaltis no Maracanã e classifica Estudiantes para final da Libertadores
Após falhas decisivas pela seleção uruguaia na Copa do Mundo e pelo Estudiantes no Campeonato Argentino, o experiente goleiro Fernando Muslera, de 40 anos, viveu uma redenção em quatro meses. Na partida mais importante da temporada, o camisa 1 brilhou ao defender os pênaltis de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique contra o Flamengo. O feito garantiu a classificação do time argentino e abriu caminho para a busca do título inédito da Copa Libertadores da América na decisão de 28 de novembro.
Apesar de toda a experiência do goleiro uruguaio Fernando Muslera, a apresentação de gala pelo Estudiantes nesta quinta-feira (22), diante do Flamengo, pode significar uma espécie de "renascimento" para o arqueiro de 40 anos.
Em julho, Muslera foi titular da seleção do Uruguai na Copa do Mundo disputada entre Canadá, Estados Unidos e México. Algo natural diante da larga história construída com a camisa da Celeste e seus 134 jogos antes do Mundial.
Todavia, quando entrou em campo, o camisa 1 do arco charrúa acabou sendo ponto de desequilíbrio negativo. Principalmente, no empate em 2 a 2 diante de Cabo Verde e no revés contra a Espanha, por 1 a 0. Resultados esses que acabaram sendo determinantes para a queda ainda na primeira fase da Copa.
Terminado o Mundial de sede tríplice, Fernando Muslera voltou a cometer um erro grosseiro já vestindo a camisa do Estudiantes. Em confronto pelo Clausura do Campeonato Argentino, diante do Independiente, o goleiro do Uruguai não conseguiu pegar o recuo do zagueiro Ramiro Funes Mori e "colaborou" para o segundo tento da representação de Avellaneda.
Diante de tal histórico, parecia impensado que o jogador conseguisse apresentar um caráter de reação a essa altura da temporada. Todavia, no confronto até aqui como o mais importante da temporada para o Pìncharrata, Muslera atuou de maneira decisiva nas cobranças de pênaltis.
Com as defesas das cobranças de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique, o goleiro experiente pavimentou sua recuperação em cerca de quatro meses. Podendo, no dia 28 de novembro, concretizar esse movimento com uma inédita conquista de Libertadores para seu currículo.
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