Romário defende Cristiano Ronaldo por sair de concentração após atrito com Jesus: 'Eu faria igual'
Campeão mundial de 1994 diz que atacante português agiu corretamente ao abandonar seleção depois de não ser utilizado pelo treinador em partida da Liga das Nações
Romário defendeu Cristiano Ronaldo por deixar a concentração de Portugal após atrito com Jorge Jesus, afirmando que faria o mesmo caso um acordo não fosse cumprido. O craque português abandonou a equipe alegando quebra de confiança quanto ao seu planejamento de uso nos jogos, enquanto o técnico sustentou sua autonomia para mudar decisões. Embora tenha pedido desculpas pelo abandono e aceitado possíveis punições, Cristiano Ronaldo reiterou que continua disponível para a seleção no futuro.
Romário afirmou que tomaria a mesma decisão de Cristiano Ronaldo no conflito com Jorge Jesus na seleção portuguesa. Em participação no Charla Podcast, o campeão mundial de 1994 apoiou a saída do atacante da concentração, mas condicionou sua avaliação à versão apresentada pelo jogador sobre os compromissos assumidos pelo treinador.
"O Cristiano me parece bem objetivo e, segundo ele, o Jorge Jesus não cumpriu o combinado", afirmou.
Para Romário, a percepção de ter perdido prestígio ajuda a explicar a reação do capitão português. "Eu faria igual. Mas, antes de ir, teria mandado ele (Jorge Jesus) tomar no c... O erro foi não ter mandado o cara pro c..."
A declaração ocorre após Cristiano publicar, na terça-feira, um comunicado sobre os acontecimentos que antecederam sua saída da delegação, antes da partida contra a Dinamarca. O jogador atribuiu o rompimento a uma quebra de confiança nas conversas com Jesus sobre sua utilização durante a sequência de jogos da Liga das Nações.
Segundo o atacante, o planejamento previa que ele fosse poupado dos compromissos fora de casa contra Noruega e Dinamarca. Antes do duelo com os noruegueses, porém, o treinador teria indicado que o utilizaria por cerca de 30 minutos. Cristiano aqueceu, mas não entrou.
O português também relatou uma tentativa de entendimento antes da entrevista coletiva de Jesus. Em sua versão, esperava que o treinador esclarecesse publicamente os termos das conversas e sua postura diante das decisões técnicas. Considerou que as declarações posteriores não corresponderam ao acordo e decidiu deixar a concentração.
Jesus, por sua vez, defendeu sua autonomia para alterar o planejamento conforme as necessidades da equipe. O treinador explicou que a presença de Cristiano no banco não garantia sua entrada e sustentou que o respeito à trajetória do jogador não lhe conferia regras diferentes das aplicadas aos demais.
Apesar das críticas, Cristiano reconheceu que não deveria ter abandonado a delegação. Pediu desculpas aos companheiros e torcedores, assumiu a responsabilidade pela decisão e afirmou que aceita eventuais consequências disciplinares.
O comunicado também deixou aberta a continuidade de sua carreira internacional. Cristiano declarou que, se estiver em condições físicas e apresentar bom desempenho no clube, seguirá disponível para competir por Portugal após cumprir uma eventual suspensão.
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