Portugal supera Dinamarca e 'ameniza' crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus
Também pela Liga das Nações, Jürgen Klopp conquista primeira vitória com a Alemanha, superando a Sérvia
Pela Liga das Nações, Portugal superou a crise do abandono de Cristiano Ronaldo e venceu a Dinamarca por 4 a 2, dando respaldo a Jorge Jesus. Já a Alemanha de Jürgen Klopp bateu a Sérvia por 2 a 0 com gols de Bischof e Wirtz, conquistando seu primeiro triunfo e mantendo chances de classificação no Grupo 2, liderado pela Grécia após empate em 2 a 2 com a Holanda. Por fim, País de Gales virou sobre a Noruega e venceu por 2 a 1 após expulsão no time rival.
Nada como uma boa vitória para abafar ou amenizar crises. O abandono de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa após perder a posição de titular ainda renderá muito assunto e polêmicas, mas, dentro de campo, os 4 a 2 diante da Dinamarca, em Copenhague, nesta quinta-feira, servem para dar respaldo a Jorge Jesus.
Pelo Grupo 4 da Liga das Nações, a seleção portuguesa visitou a Dinamarca, tentando esfriar a crise entre Jorge Jesus e o astro Cristiano Ronaldo. O jogador abandonou a concentração, sentindo-se desprestigiado pelo treinador após não ser utilizado diante de País de Gales e ao descobrir que também não enfrentaria os dinamarqueses.
O jogo começou em ritmo alucinante e foram anotados três gols em intervalo de 12 minutos. Cancelo abriu o marcador após receber de Gonzalo Ramos e encobrir o goleiro na cavadinha. Logo depois, Damsgaard empatou em batida colocada. Em linda tabela, na qual tocou de letra para Bruno Fernandes e recebeu livre na frente, Gonzalo Ramos fez o segundo ao deslocar o goleiro.
Depois do intervalo, a Dinamarca conseguiu a igualdade com cavadinha de Hojlund em linda troca de passes que começou lá atrás até assistência de Damsgaard. Os portugueses, contudo, precisavam de paz, e o baixinho Vitinha, de cabeça, em nova assistência de Bruno Fernandes, e João Félix, no fim, decidiram.
Alemanha desencanta contra Sérvia e Klopp celebra seu primeiro triunfo
Quatro, cinco, seis, ou até sete gols não seriam um exagero. A modificada Alemanha tinha tudo para celebrar uma goleada histórica diante da Sérvia nesta quinta-feira. Em um massacre em Munique, empilhou chances, mas ganhou por apenas 2 a 0, desencantando na Liga das Nações e somando o primeiro triunfo sob direção de Jürgen Klopp.
O resultado positivo serviu para os alemães resgatarem a chance de classificação à segunda fase do Grupo 2. Mas não é motivo de exaltação pelo fato de terem se destacado diante da saco de pancadas Sérvia, que sequer avançou à repescagem por vaga à Copa do Mundo de 2026 e ainda busca redenção.
O triunfo leva os alemães aos quatro pontos, ainda na terceira colocação, atrás da Holanda, com cinco, e da Grécia, rival de domingo em Tessalônica, com sete, após a igualdade por 2 a 2 com os holandeses. Ioannidis e Masouras anotaram na primeira etapa, enquanto Van Dijk e Reijnders definiram a igualdade na etapa final.
Apesar de ainda ser um início de ciclo, a Alemanha entrou em campo sob pressão após ceder empate à Holanda no fim, por 1 a 1, e, sobretudo, pela derrota em casa diante da Grécia, por 1 a 0, gerando cobranças ao esquema de Klopp. Diante de uma rival ainda pior, a ordem era reagir.
Cumprindo sua ideia de usar a competição para observar jogadores, Klopp dividiu a Alemanha entre os quatro jogos e mandou 11 atletas distintos em relação ao duelo com a Grécia a campo. O goleiro Urbig fazia sua estreia, por exemplo. Wirtz, Gnabry e Woltemade eram os responsáveis pelo setor ofensivo e tinham atenção especial.
O centroavante grandalhão teve boa chance, mas cabeceou sem força e direção. Logo depois, viu seu chute desviado pelo defensor.Mesmo mexido, o conjunto alemão se impunha e empilhava oportunidades com toques rápidos e envolventes. Bishop balançou as redes pelo lado de fora e Gnabry desperdiçou as duas melhores chances, primeiro mandando para fora em toque sutil e depois parando no joelho do goleiro Petrovic.
Faltava capricho na hora de acertar o alvo diante de um oponente que pouco ameaçava e ainda marcava mal. O massacre se fez valer no placar aos 38 minutos. Pavlovic passou por dois e acertou a trave em batida de bico. No rebote, Bischof bateu forte para anotar 1 a 0.
A pressão seguiu desde os minutos iniciais da segunda etapa. E Woltemade desperdiçou oportunidade incrível, sem goleiro, na pequena área. Mandou para o alto para desespero de toda a torcida e dos companheiros. Em baixa no Liverpool, Wirtz fez o segundo, driblando o zagueiro e mandando colocado.
Klopp aproveitou a boa vantagem na partida para observar outros jogadores. A Sérvia, também toda mexida, não conseguia passar do meio e os minutos finais foram sem graça, apesar das exigências do treinador. A torcida, satisfeita com o 2 a 0, fazia festa nas arquibancadas e apenas esperou o tempo passar para comemorar o triunfo.
Noruega abre placar sobre País de Gales, mas sofre virada fora de casa
Já a Noruega foi até o País de Gales e caiu, de virada, por 2 a 1. Oscar Bobb abriu o marcador aos visitantes logo aos 10 minutos, recebendo de Odegaard e batendo na saída do goleiro. Antes do intervalo, Daniel James deixou tudo igual ao aparecer bem na pequena área.
A virada dos galeses ocorreu após a expulsão de Heggem por falta logo no primeiro minuto da etapa final. Neco Williams bateu à meia altura e surpreendeu.
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