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Corinthians não estipula prazo para pagar dívida que pode render mais 6 meses de transfer ban

Cuiabá, um dos credores do plano de pagamento da CNRD, pede punição ampliada após clube alvinegro atrasar nova parcela

20 out 2026 - 17h41
(atualizado às 17h41)
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Resumo
Sem prazo definido para pagamento, o Corinthians atrasou nova parcela de R$ 8 milhões de um acordo de R$ 76,9 milhões na CNRD, somando-se a outro débito pendente desde julho. Em nota, o clube alegou buscar soluções financeiras, mas a reincidência fez o credor Cuiabá solicitar a ampliação do transfer ban por mais seis meses. O órgão da CBF mantém postura rígida devido ao histórico de descumprimentos do clube paulista, exigindo respeito aos prazos e credores para suspender punições.

O Corinthians não estabeleceu prazo para pagar a parcela atrasada de R$ 8 milhões referente ao acordo vigente na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão vinculado à CBF. O vencimento se deu na segunda-feira, 19, conforme informado inicialmente pelo GE.

Em julho, a diretoria corintiana, liderada por Osmar Stabile, já havia atrasado outra parcela da CNRD, não quitada até o momento. Um dos credores no plano de pagamento, o Cuiabá pede que o transfer ban aplicado ao clube alvinegro, válido até o final do ano, seja ampliado por mais seis meses por causa do novo atraso.

Gestão de Osmar Stabile, presidente do Corinthians, não tem conseguido honrar compromissos.
Gestão de Osmar Stabile, presidente do Corinthians, não tem conseguido honrar compromissos.
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

"O Sport Club Corinthians Paulista informa que está ciente da situação envolvendo o acordo firmado junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e segue trabalhando para regularizar a questão. O Clube tem se empenhado na busca de soluções que permitam o cumprimento de suas obrigações financeiras, dentro do processo de reestruturação atualmente conduzido pela direção", informou o Corinthians, em nota, sem estabelecer prazos.

O plano de pagamento coletivo que vem sendo descumprido pelos corintianos envolve aproximadamente R$ 76,9 milhões, divididos em 24 parcelas trimestrais ao longo de seis anos.

A CNRD demonstrou rigidez em um despacho de 22 de dezembro de 2025, quando o painel julgador decidiu manter temporariamente a proibição de registros por seis meses mesmo após o clube quitar débitos atrasados. Naquela ocasião, o tribunal destacou que o Corinthians havia pago todas as parcelas vencidas somente após após a pressão dos credores.

Por conta do histórico negativo, a suspensão da sanção foi estritamente condicionada a uma "mudança real de postura" do clube, que deveria demonstrar "respeito aos prazos, aos credores e ao CNRD".

Estadão
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