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Com Taffarel confirmado, geração 94 mostra força na Seleção

23 jul 2014
09h25
atualizado às 16h37
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A chegada de Taffarel para compor a comissão técnica de Dunga - ele foi anunciado como novo preparador de goleiros do selecionado canarinho - comprova o quão forte a geração do tetracampeonato se manteve na Seleção Brasileira ao longo dos últimos 20 anos. Desde o título de 1994, apenas em 2002 o grupo brasileiro que foi à Copa não teve pelo menos um integrante do tetra como peça-chave dentro das delegações formadas pela Confederação Brasileira de Futebol(CBF).

No mesmo ano em que o título completa 20 anos, a geração de 1994 volta a ter grande poder na Seleção. Capitão daquela campanha, Dunga será o técnico e Gilmar Rinaldi, terceiro goleiro em 1994, coordenará a reformulação imaginada por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Taffarel foi confirmado para compor a comissão, e Mauro Silva atuará como assistente técnico pontual nos dois primeiros compromissos do treinador à frente do time. Daí para frente, outros jogadores presentes na vitoriosa campanha em solo norte-americano deverão se revezar neste cargo.

Presidente da CBF: "a ideia é que o Dunga fique até 2018"

Quando comandou a Seleção de 2006 a 2010, Dunga também teve como assistente outro tetracampeão, o ex-lateral direito Jorginho. Curiosamente, os dois chegaram para resgatar conceitos de 1994, na avaliação da CBF perdidos no ciclo anterior. Em seu trabalho Dunga implementou uma filosofia que lembrou o tetra em muitos aspectos, como a defesa ferrenha de um futebol pragmático, a postura agressiva a críticas da imprensa e a exigência de comprometimento ao extremo do grupo.

Técnico campeão em 1994, Carlos Alberto Parreira teve mais duas Copas do Mundo como influente. Repetiu a dobradinha com Zagallo entre 2002 e 2006, mas naufragou no Mundial. Voltou como coordenador em 2013 para formar uma comissão de técnicos campeões mundiais com Luiz Felipe Scolari e de novo lidou com o fracasso. Desta vez como co-protagonista que ficou marcado por um otimismo exacerbado e uma tentativa desesperada de aliviar o .

Características muito parecidas com a de Zagallo, que teve a tarefa de preservar o espírito do tetracampeonato no ciclo para 1998. Manteve a base do título e chegou à final do Mundial, mas fracassou em repetir o título com uma derrota acachapante para a França que representou naquele momento uma ruptura temporária com os ideais construídos nos anos anteriores. Em 2002 os únicos remanescentes de 1994 eram Cafu e Ronaldo, reservas no tetra.

O quanto Dunga, Gilmar e Taffarel levarão do espírito do tetracampeonato para a geração 2018 ainda é incerto, mas o técnico já deu sinais que seus conceitos permanecem os mesmos. “Vocês já me conhecem, sabem que dificilmente uma pessoa muda no que diz respeito a seus princípios, ética, transparência e trabalho”, disse em sua apresentação.

Geração 94 na Seleção

Copa do Mundo Membros influentes
1998 Zagallo era o técnico e a base do time era a mesma
2002 Reservas em 1994, Cafu e Ronaldo eram os remanescentes 
2006 Carlos Alberto Parreira e Zagallo repetiram a dobradinha no comando técnico
2010 Símbolos de 1994, Dunga e Jorginho lideraram a comissão técnica 
2014 Parreira era o coordenador e representava 1994 na "dobradinha campeã" pretendida pela CBF 
Projeção 2018 Dunga inicia ciclo como técnico, Gilmar Rinaldi coordenador e Taffarel preparador de goleiro

 

Fonte: Terra
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