Tite e o Botafogo precisam muito um do outro
Glorioso necessitava muito de um treinador experiente. Técnico aguardava um clube em que pudesse resgatar o seu prestígio
Tite assume o Botafogo na reta final da temporada com a missão mútua de recuperação: o técnico busca resgatar seu prestígio após trabalhos ruins, enquanto o clube tenta superar uma grave crise financeira e institucional pós-gestão John Textor. Após assistir à tensa vitória por 3 a 2 contra o Grêmio, que afastou o time do Z-4 em sete pontos, o treinador experiente inicia o trabalho visando afastar em definitivo o risco de rebaixamento e planejar a urgente correção de rumo para os próximos anos.
O técnico Tite chega ao Botafogo na reta final de temporada tentando recuperar parte do prestígio que perdeu nos dois últimos trabalhos, em especial no Cruzeiro, de onde saiu no Z-4 do Campeonato Brasileiro. Treinador multicampeão e com longa passagem pela Seleção, ele também encontra um clube que busca se reerguer.
Depois da conquista da Libertadores e do Brasileiro em 2024, os torcedores acreditavam estar deixando para trás a penúria financeira e de títulos que marcou o Alvinegro por décadas. Ex-proprietário, John Textor prometia mundos e fundos, mas jogou o clube irresponsavelmente em um novo buraco de R$ 2,7 bilhões.
As confusões nos tribunais pelo comando do futebol logo se avolumaram e tiveram reflexo no rendimento em campo. O time empilhou treinadores na temporada, foi eliminado cedo de várias competições e viu a zona de rebaixamento se aproximar perigosamente.
Técnico do Botafogo vibra e passa sufoco com o time
Por sorte, no último jogo antes de assumir, Tite assistiu no Nilton Santos à importantíssima vitória de 3 a 2 sobre o Grêmio e, a exemplo da torcida, não escondeu o nervosismo e o alívio num final dramático, em que a equipe gaúcha teve um gol anulado por impedimento de um centímetro. O triunfo levou o Glorioso a abrir sete pontos do Z-4 e a respirar ares bem mais leves.
Agora é aguardar e acompanhar como se desenvolve o trabalho ao longo dos próximos meses e, principalmente, de 2027. A certeza é que o Botafogo precisava muito de um treinador experiente e que Tite também necessitava demais de um clube em que pudesse resgatar o seu prestígio. Que o risco de queda à Série B não passe de um susto e, sobretudo, de um alerta para a urgente correção de rumo.
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