MotoGP: Bastianini sofre no treino no GP do Brasil, mas vê potencial: “A pista é divertida”
Italiano termina em 22º com a pior KTM do dia, mas aposta em evolução no seco para a sequência do fim de semana
Enea Bastianini teve um dia de extremos no GP do Brasil, em Goiânia. Após um desempenho consistente no primeiro treino livre, quando terminou na 11ª colocação, o italiano enfrentou dificuldades no treino classificatório e fechou o dia com o pior tempo, na 22ª posição — sendo também o último entre os pilotos da KTM.
A performance irregular reflete o momento de adaptação do piloto à nova moto. Bastianini tem encontrado dificuldades para extrair desempenho da KTM, especialmente em condições de pista seca, cenário que voltou a se repetir nesta sexta-feira.
Em entrevista ao Portal Parabólica, o italiano avaliou positivamente o traçado goiano, mas destacou a necessidade de evolução, principalmente no seco.
“A pista é divertida, diria que seria bom testá-la completamente no seco, então no asfalto seco, e acredito que precisamos melhorar com certeza nossas sensações para amanhã”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Bastianini apontou uma diferença clara de rendimento entre as condições de pista. No molhado, o piloto se sentiu mais confortável, enquanto no seco enfrentou problemas para entender o comportamento da moto.
“No molhado me senti bem, mas no seco fiquei esgotado porque não entendia o motivo pelo qual não conseguia forçar o ritmo”, explicou.
Com a expectativa de condições mais estáveis ao longo do fim de semana, o italiano mantém cautela, mas acredita em uma possível reação.
“Então vamos ver, amanhã é outro dia.”