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Haas faz muito com pouco e já se permite sonhar em 2022 que é quase milagroso

Seria ousado apostar, no fim de 2021, que a Haas chegaria à metade da temporada 2022 da F1 na sétima colocação. Só que, depois da saída de Nikita Mazepin, esse palpite se tornaria quase que uma loucura. Sem dinheiro, sem atualização no carro e com dois pilotos que eram bastante contestados, o time americano vive um ano que beira o milagroso após 11 etapas

20 jul 2022 - 04h00
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A Haas vive um 2022 heroico
A Haas vive um 2022 heroico
Foto: Haas F1 Team / Grande Prêmio

A Haas é uma das histórias mais interessantes da primeira metade da temporada 2022 da Fórmula 1. Em sétimo lugar no Mundial de Construtores, a equipe americana vive um ano que, até aqui, é quase milagroso. E isso passa pelo desempenho de seus pilotos, pelo motor poderoso da Ferrari, mas, claro, também por um carro que é surpreendentemente bom.

É preciso dizer que a Haas teve duas temporadas em que praticamente largou seu carro. Em 2020, um projeto absolutamente problemático deixou Kevin Magnussen e Romain Grosjean com missões quase impossíveis. Ainda assim, os dois pontuaram uma vez cada e tiraram o time da lanterna. Em 2021, com outro bólido terrível e uma dupla de pilotos novatos, zerou no ano e se preparou para o novo regulamento.

A grande questão aí é que a Haas sofreu um enorme impacto financeiro no meio do caminho. Com a guerra entre Rússia e Ucrânia, o time americano demitiu Nikita Mazepin e, como consequência, perdeu o patrocínio gordo da Uralkali, empresa russa de fertilizantes que pertence ao pai de Nikita. Teve quem temesse até que o time fosse à falência - e com motivos.

Kevin Magnussen voltou para resgatar a Haas em 2022 (Foto: Haas F1 Team)

Sem ter de onde tirar um novo megapatrocinador, a Haas foi na bola de segurança. Manteve Mick Schumacher e, consequentemente, o valioso vínculo com a Ferrari, mas achou de volta Magnussen, que até outro dia sequer imaginava que pudesse retornar ao grid da F1. A aposta era na experiência do dinamarquês e, claro, em um ou outro patrocinador que pudesse ao menos desafogaro time tão combalido.

E tudo tem funcionado muito melhor do que a encomenda. A relação próxima com a Ferrari rendeu frutos: além do ótimo motor italiano, os americanos fizeram o carro bem próximos das estruturas da fabricante e tudo parece ter encaixado legal. Basicamente, dá para dizer que, enquanto tinha algum dinheiro, a Haas soube aproveitá-lo.

Só que a fonte secou com a saída de Mazepin e da Uralkali e os reflexos foram nítidos. Enquanto boa parte do grid chegava com novidades em Ímola, a Haas era a mesma. Quando muita gente trouxe uma série de atualizações em Barcelona, a Haas continuava igual. As férias de verão batem à porta e os americanos estão basicamente como começaram o ano, o que é algo quase que sem precedentes na F1 moderna.

É justamente por isso que dá para chamar o sétimo lugar parcial de milagroso. Enquanto AlphaTauri, Aston Martin e Williams vão se virando e colocando coisas novas em seus carros, a Haas continua lá, insistindo, brigando com o que tem. E, meio que inexplicavelmente, subindo de produção nas últimas provas.

Mick Schumacher evoluiu muito com a Haas em 2022 (Foto: LAT Images)

Sim, ainda tem isso. Sem atualizações, o normal seria que a Haas aproveitasse o início da temporada e abrisse alguma margem para as rivais diretas. Só que, mesmo com o quinto lugar de Magnussen na estreia, isso não aconteceu. E os americanos foram voltar a brilhar na sequência Canadá-Inglaterra-Áustria, com idas ao Q3 e bons pontos coletados. Como explicar isso? Nem eles sabem.

"Já imaginou onde estaríamos se tivéssemos atualizações? Sempre digo que atualizações são superestimadas, mas teremos as nossas novidades ali pela Hungria, esperamos que funcionem bem. Nós não as tivemos antes porque estávamos aprimorando", disse Günther Steiner, chefe do time.

No meio de tanta coisa inexplicável, quase milagre e tudo mais, vale uma menção aos pilotos do time. Magnussen voltou para a F1 como se nunca tivesse a deixado e fez papel vital de conduzir a Haas aos pontos no momento do ano em que eles pareciam mais plausíveis. É claro que ainda comete seus vacilos, exagera na agressividade vez ou outra, mas é rápido, sempre foi bom piloto.

"Mau humor e mau cheiro, foi isso que eu trouxe de volta para a equipe", brincou Kevin, bem ao seu estilo 'bad boy'.

Günther Steiner, com seu estilo falastrão, vai levando bem a Haas (Foto: LAT Images)

Schumacher, enquanto isso, demorou para engrenar. Depois do primeiro ano inteiro zerado, o alemão precisou de mais dez corridas em 2022 para pegar os primeiros pontinhos, mas parece ter gostado da coisa. No Canadá, para sermos justos, já merecia ter ido ao top-10, mas a confiabilidade Ferrari pesou. Na Inglaterra e na Áustria, nas duas melhores atuações da carreira, bons pontos em ambas e moral elevada para o restante do ano.

"Como atleta, você está sempre em busca dessa pressão porque é isso que vai 'acender a chama' que faz você ir mais rápido. E (comentários de Guenther Steiner) fizeram isso de certa maneira. Chegar à zona de pontuação em Silverstone era exatamente o que eu precisava para as coisas começarem a dar certo para mim", falou Mick após as duas provas nos pontos.

É absolutamente impossível cravar que a Haas vai seguir pontuando em 2022 e a tendência, obviamente, é de queda. As atualizações estão prometidas para antes das férias, mas outras datas foram dadas anteriormente e não se mostraram reais.

De todo modo, aconteça o que acontecer, os americanos já parecem seguros longe das duas últimas posições no Mundial de Construtores. E isso é vital para o futuro financeiro do time, que deve passar a atual temporada cumprindo o maior de seus objetivos: sobreviver. Aí, o que vier, é lucro dos grandes.

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