F1: Russell fala que Mercedes antiga “não é nada ruim” após garantir P2 em Singapura
Britânico larga em segundo na Sprint e afirma que cronômetro ainda não confirma os ganhos esperados com a atualização da Mercedes.
George Russell terminou a classificação da Sprint do GP de Singapura na segunda posição e demonstrou satisfação com o desempenho da Mercedes, especialmente após a equipe optar por utilizar a especificação antiga do carro em seu lado da garagem. O britânico também reconheceu que os resultados ainda não comprovam os benefícios esperados com o novo pacote de atualizações.
Em entrevista à Sky Sports F1, Russell afirmou que a Mercedes apresentou bom ritmo desde o início das atividades em Marina Bay. O piloto liderou o único treino livre do fim de semana e conseguiu garantir um lugar na primeira fila, atrás apenas de Max Verstappen, da Red Bull.
“Foi um dia competitivo para nós, para ser sincero, desde as primeiras voltas no TL1, quando lideramos a tabela de tempos. Sabíamos que o Max era rápido, e ele seguiu uma estratégia um pouco diferente da nossa no Q3, fazendo apenas uma volta. Quem sabe qual abordagem era melhor, mas estou bastante satisfeito com o segundo lugar”, declarou.
A equipe alemã chamou a atenção ao dividir as especificações do carro entre os pilotos para comparar o pacote antigo com a atualização mais recente. Russell utiliza a versão anterior, enquanto Kimi Antonelli segue com os componentes atualizados.
Questionado sobre o desempenho das peças antigas, o britânico destacou que a configuração anterior continua competitiva. Ao mesmo tempo, ressaltou que a Mercedes ainda não tem dados conclusivos para determinar se a atualização trouxe os ganhos esperados.
“Você pode definitivamente confirmar que a versão antiga não é nada ruim. Vamos ver o que acontece amanhã com Kimi utilizando a atualização. Como equipe, ainda não temos nada que nos diga que ela não está funcionando, mas somos guiados pelo cronômetro, e os tempos ainda não têm sido muito bons com a atualização”, explicou Russell.
A comparação ganha importância em Singapura, uma pista com características particulares, na qual o comportamento do carro pode não representar completamente o desempenho em outros circuitos. A equipe espera obter mais informações ao longo do fim de semana antes de definir os próximos passos.
Apesar de largar na primeira fila, Russell reconheceu que ultrapassar em Marina Bay será uma tarefa complicada. Por isso, manter a segunda posição na largada pode ser fundamental para suas chances na Sprint.
“Vai ser muito desafiador. A aderência de um lado ou do outro da pista faz uma grande diferença. No ano passado, os pilotos que largaram do lado da pole tiveram uma grande vantagem. Então, provavelmente, será uma questão de tentar manter o segundo lugar”, afirmou.
O britânico também mencionou que Verstappen estava sob investigação por um incidente envolvendo bandeira amarela. O resultado da análise dos comissários pode influenciar a posição de largada do holandês e, consequentemente, as perspectivas de Russell para a corrida curta.
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