F1: McLaren e Red Bull levam caso das punições de Gasly em Mônaco à Corte de Apelação da FIA
Equipes contestam decisão que anulou as penalidades do francês no GP de Mônaco e devolveu seu pódio
McLaren e Red Bull apresentam nesta segunda-feira seus argumentos à Corte Internacional de Apelação da FIA contra a decisão dos comissários que anulou as duas punições de cinco segundos aplicadas a Pierre Gasly no GP de Mônaco e devolveu ao piloto da Alpine o terceiro lugar na prova.
Gasly havia cruzado a linha de chegada em terceiro, mas recebeu 10 segundos de penalização por duas infrações de velocidade no pit lane. Como não cumpriu as punições durante a corrida, o tempo foi acrescentado ao seu resultado, fazendo com que ele caísse para sétimo. Com isso, Isack Hadjar herdou o pódio.
A Alpine, porém, entrou com um pedido de revisão e descobriu um erro na medição da distância do pit lane. A velocidade média de 60 km/h usada pelos fiscais havia sido calculada com uma distância incorreta. Os comissários consideraram a informação nova e relevante e, após reavaliar o caso, decidiram cancelar as duas punições de Gasly.
A situação gerou questionamentos porque Oscar Piastri, da McLaren, também recebeu uma penalidade de cinco segundos, mas a cumpriu durante a corrida. George Russell, da Mercedes, igualmente foi punido e acabou despencando para 12º após cumprir um drive-through. Como as sanções desses pilotos já haviam sido executadas, o regulamento não prevê um mecanismo para anulá-las posteriormente.
A Mercedes chegou a consultar seus advogados após a decisão, mas optou por não recorrer. McLaren e Red Bull, por outro lado, decidiram levar o caso adiante e contestaram formalmente as decisões que cancelaram as punições de Gasly.
A audiência acontece nesta segunda-feira, em Paris, a partir das 9h no horário local, e não será aberta ao público ou à imprensa. O resultado poderá definir se o terceiro lugar de Gasly no GP de Mônaco será mantido.
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