F1: FIA conclui apuração sobre falha de software no GP do Bahrein na Malásia
Federação explica apagão de potência em Sepang, descarta falta de testes e promete atualização no sistema para o GP dos EUA.
A FIA concluiu a investigação sobre o problema de software que provocou a interrupção do procedimento de largada do GP do Bahrein, na Malásia. Segundo a entidade, alguns carros apresentaram uma perda de potência maior do que a prevista em determinados setores do circuito de Sepang.
O problema aconteceu quando os motores operavam em baixa rotação e uma redução de potência de 250 kW era aplicada. Nessas condições, alguns carros perderam potência além do esperado e não conseguiam recuperar o desempenho enquanto permaneciam nos setores afetados.
A situação foi identificada após duas voltas de formação, quando diversos pilotos relataram problemas de potência. Cinco minutos depois da suspensão do procedimento, a equipe técnica da FIA identificou a causa e liberou uma configuração atualizada do software das unidades de potência para solucionar a falha.
As equipes receberam novas orientações técnicas às 16h03, no horário local, enquanto o processo de integração da nova configuração foi concluído às 16h20. Pouco depois, os carros voltaram à pista para o procedimento de largada.
Apesar do problema, a FIA destacou que o software já havia passado por testes antes de ser utilizado em corrida. O pacote foi validado por meio de simulações e também teve testes em condições reais durante os treinos livres dos GPs da Bélgica e da Holanda.
A investigação, porém, apontou a necessidade de ampliar os procedimentos de validação. A FIA afirmou em documento, que trabalhará junto às equipes e fabricantes de unidades de potência para reforçar os testes e tornar o software mais resistente a situações semelhantes.
A Federação também confirmou que a configuração utilizada antes do problema em Sepang será retomada no GP de Singapura caso sejam previstas condições de pista semelhantes. Além disso, uma nova atualização do software para situações de pista molhada será disponibilizada antes do GP dos Estados Unidos, marcado para 25 de outubro.
A FIA ainda rebateu qualquer interpretação de que o software não teria sido testado antes da estreia. Segundo a entidade, houve exercícios de simulação e testes em escala real antes da implementação.
O episódio também ajuda a explicar as declarações de Fernando Alonso em Singapura. O piloto da Aston Martin afirmou que não sofreu nenhum problema durante a corrida na Malásia, mas reconheceu que "o que aconteceu não pode acontecer novamente".
Com a investigação concluída, a FIA agora pretende transformar o episódio em uma oportunidade para reforçar os processos de testes e verificação das unidades de potência, evitando que uma falha semelhante volte a interferir no início de um Grande Prêmio.
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