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Fórmula 1

F1 2026: Toto Wolff admite ponto fraco da Mercedes e cobra melhorias nas largadas após GP de Miami

Chefe da equipe classifica desempenho nas arrancadas como "inaceitável" após Kimi Antonelli perder a ponta na etapa de Miami

5 mai 2026 - 06h38
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Foto: Jiri Krenek / Mercedes AMG F1

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, reconheceu publicamente que o desempenho da equipe nas largadas "não é bom o suficiente", apontando as arrancadas como a grande fraqueza atual do time na temporada. Durante o Grande Prêmio de Miami, após Kimi Antonelli largar na pole position pela terceira vez consecutiva, o jovem piloto foi rapidamente ultrapassado pela Ferrari de Charles Leclerc nos metros iniciais, escancarando a dificuldade da equipe alemã em tracionar os carros sob as novas regras de motores, sem a presença do MGU-H.

Embora Antonelli tenha conseguido se recuperar para vencer a prova em solo americano, a perda constante de posições assim que as luzes vermelhas se apagam acendeu o alerta em Brackley. Para Wolff, o problema é estrutural, coletivo e exige uma solução imediata.

"Acho que hoje e ontem foi um erro da equipe", declarou Wolff à imprensa no domingo. "Todos nós sabemos que simplesmente não é bom o suficiente. Não estamos fazendo um bom trabalho em dar a eles (os pilotos) a ferramenta certa nas mãos, e somos os únicos que, digamos assim, não acertam isso no momento, já faz algumas corridas."

O dirigente austríaco enfatizou que a Mercedes não pode se dar ao luxo de conceder espaço aos rivais. "Precisamos cavar ainda mais fundo e tentar entender como podemos consertar isso. As vantagens não são grandes o suficiente para apenas passearmos rumo ao pôr do sol, e por isso você não pode errar nas largadas", completou.

O grande 'calcanhar de Aquiles' da escuderia está diretamente ligado à decisão da Fórmula 1 de remover o MGU-H das novas unidades de potência de 2026, o que dificultou a vida dos pilotos para manter a rotação ideal do turbo nas arrancadas. Enquanto a rival Ferrari dominou a configuração de partida, impulsionada por rumores de que utiliza um turbo menor, a Mercedes, que não levou grandes atualizações aerodinâmicas para Miami, continua com dificuldades e "olhando pelos retrovisores" no começo de cada prova.

Kimi Antonelli, atual líder do Campeonato de Pilotos com 100 pontos e 100% de aproveitamento em conversões de pole para vitória em GPs neste ano, concordou com as críticas do chefe. O italiano classificou a perda de posições como "inaceitável", embora tenha assumido parte da culpa pelo fundamento.

"Hoje, para ser justo, não foi tão ruim. Acho que perdi duas posições; na Sprint eu havia perdido seis, então foi um pouco melhor. Mas ainda assim, não, não é aceitável. Especialmente num fim de semana como este, onde as diferenças são muito menores, isso pode realmente mudar a corrida", analisou o piloto.

O líder do campeonato admitiu precisar melhorar sua técnica: "Certamente, principalmente da minha parte, ainda sou um pouco inconsistente, especialmente na embreagem. Ainda não tenho essa confiança, tenho um pouco de incerteza, então é um grande ponto que precisa ser melhorado. Mas consegui manter a calma e focar na corrida".

Com 20 pontos de vantagem sobre seu companheiro de equipe, George Russell (segundo colocado no mundial), Antonelli e os engenheiros da Mercedes agora correm contra o tempo para solucionar a falha e garantir que o domínio nas classificações não seja ameaçado logo na curva 1.

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