F1 2026: Andrea Stella defende mais potência nos motores após decisão da FIA
Chefe da McLaren apoia ajustes no regulamento híbrido para reduzir a dependência elétrica dos carros.
A FIA e a Fórmula 1 anunciaram uma mudança significativa nos motores para 2027. Após reunião com dirigentes e chefes de equipe, foi acordado aumentar a potência do motor a combustão e reduzir a dependência elétrica. A discussão ganhou força depois das críticas ao regulamento de 2026, que prevê uma divisão praticamente igual entre potência elétrica e combustão.
O principal alvo das reclamações foi o chamado “superclipping”, quando os carros perdem velocidade no fim das retas devido ao esgotamento da energia elétrica disponível. A FIA entende que a situação compromete tanto o espetáculo quanto a segurança.
Entre as principais medidas confirmadas estão o aumento do fluxo de combustível, o uso de baterias maiores e ajustes na geração de energia elétrica. Essas mudanças podem exigir adaptações importantes nos futuros chassis, incluindo tanques de combustível maiores. Também existem discussões sobre uma possível redução do downforce dos carros, embora o foco principal esteja nas unidades de potência.
Para o chefe da McLaren, Andrea Stella, as mudanças serão fundamentais para melhorar a Fórmula 1 nos próximos anos. “Acho que ajustes de hardware na unidade de potência são necessários para melhorar a F1 em geral”, destaca Stella.
O engenheiro explica que o equilíbrio entre a recarga e utilização de energia elétrica ainda não é ideal para as corridas. “Eles terão que lidar de forma realista com o fluxo de combustível para aumentar a potência do motor de combustão interna”, comenta. “Acho que talvez tenham que lidar com a geração de mais energia do que a energia que realmente é utilizada, porque se gasta muito mais tempo gerando energia elétrica do que usando-a.”
Entre as alternativas discutidas está o aumento da capacidade energética dos sistemas híbridos, com Stella sugerindo uma elevação na geração de energia dos atuais 350 kW para algo entre 400 e 450 kW, além da utilização de baterias maiores.
Mesmo apoiando as mudanças, o chefe da McLaren acredita que grandes alterações estruturais dificilmente estarão prontas já para 2027. Para ele, 2028 surge como um prazo mais realista para a implementação das principais atualizações técnicas.
“Se eu pensar nesses três requisitos do ponto de vista do hardware e considerar a perspectiva de um fabricante de unidades de potência, vejo que isso será difícil para 2027”, afirma. “As implicações para o tamanho da bateria e para lidar com um fluxo de combustível maior normalmente exigem um prazo de entrega maior.”
Stella também defende que as discussões sejam concluídas rapidamente para evitar atrasos no desenvolvimento dos projetos futuros.
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