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Exclusivo: Sensor retirado na invasão de pista em Interlagos é recuperado

Quando da invasão em Interlagos, equipamento da F1 esteve em risco e foi recuperado por uma pessoa para ser resguardado.

10 nov 2023 - 09h22
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Detalhe do sensor de cronometragem
Detalhe do sensor de cronometragem
Foto: Ricardo Molina

A questão da invasão de pista no final do GP de São Paulo ainda reverbera. Além da entrada do público antes do término oficial da prova, que gerou uma reclamação formal da FIA junto à organização, outras situações aconteceram.

A entrada do público em si é algo muito bonito e extremamente plástico. Se tornou praticamente um evento dentro do evento. Quantas vezes vimos isso em Monza por anos e anos. Interlagos passou a adotar o mesmo figurino e o publico que toma conta da pista quer levar alguma lembrança da prova. Não é incomum ver pessoas levando pedaços de borracha, placas de publicidade e até mesmo a marcação da zona de ativação de DRS....

Mas o problema é quando a entrada se torna invasão (ou seja, sem a autorização da Direção de Prova. Tivemos algo semelhante na prova de 1993) e a "lembrancinha" se torna mais crítica. Não é algo incomum: na Itália, tempos atrás era comum que os carros fossem devidamente "depenados" quando estivessem fora da pista. Por exemplo, circula há tempos a lenda que nos anos 80 o volante de uma Ferrari foi parar em um Fusca...

No caso deste ano, a situação foi um pouco mais tensa: além da entrada sem autorização, o publico não ficou somente na retirada de borrachinhas, parafusos e placas. Várias pessoas começaram a tentar retirar equipamentos da F1, como sensores de medição e microfones de transmissão.

Em um caso específico, uma pessoa viu que estavam tentando retirar um dos sensores de cronometragem da F1. Ao perceber a situação, teve que agir rápido e recolheu o equipamento para garantir sua integridade e não piorar mais ainda a situação. Se a invasão em si do modo que aconteceu era complicado, sumir equipamento é algo que piora mais ainda a situação. Ainda mais um sistema de grande precisão que leva pelo menos 3 dias para ser montado e testado.

Esta pessoa (que não quis se identificar) procurou Ricardo Molina, comentarista do Band Sports e membro da Comissão Nacional de Kart na CBA, para verificar se o material estava íntegro e devolver à F1. Molina teve o equipamento em mãos nesta quinta (9) e, aparentemente, tudo está funcionando a contento.

Trata-se de um leitor optico de cronometragem do modelo Alge Photocell, de grande precisão. Uma unidade deste equipamento tem o preço estimado hoje em cerca de €600 (algo em torno de R$ 3.150,00 pelo câmbio atual).

Desta forma, o material será devolvido à CBA, que fará a devolução para a Organização ou ainda diretamente para a F1 para que não haja mais oneração aos organizadores não somente pelo lado financeiro, mas principalmente pelo lado da imagem do país.

Não podemos esquecer que existe uma certa má vontade com o Brasil e qualquer motivo é usado para detonar a imagem. Não podemos esquecer de que a Pirelli e a McLaren cancelaram um teste pós-corrida em 2017 por uma tentativa de assalto. Já vimos invasões de pista acontecendo na Austrália e em Baku este ano e sem grandes reclamações. Só que o Brasil sempre é cobrado. Uma ação como essa acaba tendo um certo significado, mesmo sendo simplesmente correta....

Parabólica
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