Diretor da FIA diz que tomou "medidas de segurança" em confusão com trator em Diriyah
Diretor de provas da FIA, Scot Elkins disse ter sido pego de surpresa com demora para retirar carro de Alexander Sims, mas argumentou que Fórmula E seguiu "todas as medidas de segurança" em entrada de trator
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A temporada 2022 da Fórmula E começou com polêmica já no primeiro final de semana. A vitória do suíço Edoardo Mortara na corrida 2 deste sábado (29), em Diriyah, terminou em regime de safety-car e com um trator na pista, o que novamente virou os holofotes para a tomada de decisão da FIA em casos de acidente. O diretor de prova da FE, Scot Elkins, por outro lado, enxerga normalidade na decisão de utilizar um trator para remover o carro de Alexander Sims enquanto os outros competidores passavam ao redor do bólido suspenso.
Questionado se a melhor opção não seria acionar a bandeira vermelha e paralisar a corrida, Elkins argumentou que não esperava tanta demora para retirar o carro do piloto britânico.
"Deveria ter sido bem simples", explicou Elkins. "Sabemos onde o equipamento está, onde o incidente foi e também para onde levaremos o carro após a retirada. Nesse caso, nosso equipamento estava na curva 5 e tivemos um acidente entre as curvas 6 e 7 e um espaço na curva 8. Então, deveria ter sido muito simples pegar o carro, movê-lo para outro lugar e voltar a correr", disse.
Cena dos carros parados na pista atrás do trator gerou espanto na Fórmula E (Foto: Reprodução/Twitter)
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"E essa era a intenção", continuou. "E novamente, baseado na nossas referências históricas e o que vimos no passado, isso deveria ter levado algo em torno de quatro minutos, mas não levou. E esse foi o problema", salientou.
Sims cometeu um erro na curva 6 e rodou, atingindo a barreira de proteção com sua Mahindra — com pouco menos de 10 minutos para o encerramento da corrida. No entanto, o safety-car só entrou em ação nos cinco minutos finais, o que impediu que a disputa recebesse o tempo extra após a saída do carro de segurança.
Além disso, o trator utilizado para remover a Mahindra de Sims ameaçou diretamente a segurança dos pilotos, que precisaram passar ao lado — e até embaixo — do monoposto suspenso pelo veículo. Para piorar a situação, a presença do trator causou um verdadeiro engarrafamento, em que os carros precisaram parar na pista e diversos pilotos se tocaram pela surpresa do momento.
No fim, pódio foi formado por Mortara, Robin Frijns e Lucas Di Grassi (Foto: FIA Fórmula E)
Elkins pontuou que a parada dos carros na pista ocorreu justamente pela diminuição da velocidade do safety-car, que passava pela área do trator naquele momento. No entanto, a falta de aviso à equipes e aos pilotos causou uma situação constrangedora e perigosa na pista de Diriyah — que poderia ter sido evitada.
"Achei que todos perceberiam que o safety-car diminuiu para abaixo de 10km/h quando passou por lá [perto do trator], chegando ao ponto de quase todo o grid parar", destacou. "Então claramente estávamos tomando cuidado com o que fazíamos. Mas um circuito de rua é estreito, é difícil de fazer isso", ressaltou.
"Mas tomamos todas as medidas de segurança — novamente, ao diminuir o safety-car para uma velocidade realmente muito lenta", explicou. "Isso provavelmente foi um erro — não avisar a todos que o SC ficaria mais lento, porque realmente as coisas ficaram um pouco desconcertadas. Mas com certeza não fizemos nada que não faríamos normalmente em um circuito de rua", finalizou.
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