Londres - - A Jordânia recorreu à Fifa para que a seleção de Israel seja proibida de jogar partidas internacionais devido às invasões da tropa israelense na Cisjordânia.
``Nós recebemos um fax da Associação de futebol da Jordânia pedindo que Israel seja banida, mas no momento não temos nenhum outro comentário a respeito'', disse à Reuters o porta-voz da Fifa, Andreas Herren, nesta quinta-feira.
Israel não se classificou para a Copa do Mundo, mas tem um amistoso marcado para o dia 17 de abril contra a seleção da Dinamarca, em Copenhague.
Em uma carta enviada esta semana ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, o príncipe Ali, chefe da Associação de Futebol da Jordânia e irmão do rei Abdullah, disse que a participação de Israel no futebol internacional deveria ser interrompida.
``Para manter o estandarte de 'fair play' (jogo justo), toda a comunidade do futebol deveria acabar com a participação de Israel neste nobre esporte, da mesma forma que fez com a África do Sul durante o apartheid'', dizia a carta.
O pedido é para que o afastamento dure ``até que Israel aceite a lei internacional, as resoluções das Nações Unidas e a vontade do mundo, e devolva a dignidade e liberdade do povo da Palestina ocupada''.
Frank Bouzo, presidente da Federação de Futebol da Síria, também escreveu para Blatter pedindo que a Fifa afaste Israel dos jogos internacionais, de acordo com o site do jornal dinamarquês EkstraBladet.
``Queremos apelar ao comitê executivo da Fifa para suspender Israel e proibir todas as atividades israelense relacionadas à Fifa'', disse Bouzo em sua carta.
O técnico de Israel, Richard Moeller-Nielsen, dinamarquês que em 1992 comandou sua seleção na conquista da Eurocopa, disse que gostaria que Israel não fosse punida segundo o EkstraBladet.
``Acho difícil de acreditar que isso aconteça'', disse Moeller-Nielsen.
O EkstraBladet também citou Lars Berendt, chefe de comunicações da Federação de Futebol da Dinamarca, que afirmou que não há perigo de o amistoso do dia 17, entre Dinamarca e Israel, ser cancelado.