Rio - Neste domingo, às 11h, a Hebraica recebe o Flamengo pela 14ª rodada do Campeonato Nacional. O que parece uma partida comum, pode ser a despedida oficial de Oscar da cidade de São Paulo, e sem festa nem o glamour da carreira do maior jogador de basquete do país.
O Mão Santa, como ficou conhecido pelo público, anunciou este ano sua aposentadoria das quadras, logo após o final do Nacional. E já ensaia sua despedida de São Paulo.
“É claro que essa “despedida” da capital mexe um pouco mais comigo, porque passei muito tempo jogando aqui. Espero que seja com vitória, seja vitoriosa como foi minha carreira aqui”, diz o jogador, que iniciou sua carreira no time juvenil do Palmeiras, em 1974.
Oscar passou por seis times paulistas: Palmeiras (1977 e 78), Sírio (79 a 82), Palmeiras (82), Corinthians (95 a 97), Barueri/Bandeirantes (97e 98) e Barueri/Mackenzie (98 e 99), e conta que foi na cidade que se reconheceu como jogador de verdade.
“Foi no Palmeiras que comecei num ritmo profissional e me senti como um jogador de verdade. Foi a partir dali que eu cheguei à Seleção Brasileira, foi em São Paulo que a minha carreira deslanchou”, lembra.
O jogador, que já participou de cinco Olimpíadas e foi cestinha em três delas, viveu um dos momentos mais especiais de sua carreira no Sírio, que é ao mesmo tempo uma lembrança triste e alegre.
“Fiquei triste quando o Sírio acabou porque sempre fez um trabalho maravilhoso. Lá vivi uma das maiores alegrias da minha carreira quando fui campeão mundial de clubes.”
A única hipótese de Oscar voltar a jogar em São Paulo é se houver um cruzamento entre Hebraica e Flamengo na próxima fase do Nacional. O que é muito difícil de acontecer devido à má fase da Hebraica.