São Paulo - O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, declarou neste domingo que a derrota para o Americano, sábado, em Campos (RJ), está longe de instalar definitivamente uma crise na Vila Belmiro, e classificou ainda como normais as pichações de protesto após o jogo.
"Fora Teixeira mentiroso", "Se não se classificar o bicho vai pegar", "Não é mole não: são 18 anos sem gritar é campeão". Essas foram algumas das mensagens deixadas nos muros por integrantes das organizadas do Peixe, que também pediam a saída de alguns jogadores, como Robert, Paulo Almeida e Marcelo Silva.
Menos de três horas depois, no entanto, uma "mão" de tinta branca já havia apagado as manifestações, ilustrando o que pode ter ocorrido também há duas semanas em parte dos muros do CT.
“O Santos não vive crise alguma no atual momento. Esse tipo de manifestação é comum nas derrotas e parte sempre de focos isolados da torcida, não manifestando jamais o apoio da grande maioria dela. Essa é a hora do grande torcedor santista aparecer e nos ajudar”, clamou prontamente Teixeira, evitando estender o assunto.
Ainda segundo o dirigente, a equipe não se encontra em situação difícil nos torneios que disputa, sobretudo no Rio-São Paulo. A explicação vem do nivelamento técnico das equipes.
“Se vencêssemos este sábado, seríamos líderes. Hoje em dia não existe mais essa história de ganhar por antecipação. O Santos precisa apenas buscar uma regularidade para brigar definitivamente pelo título”, finalizou Teixeira.