Rio - Rexona e Minas/MRV disputam neste sábado, às 16h, a decisão do turno da Superliga feminina de vôlei. A partida, que garante ao vencedor vaga nas semifinais da competição, promete agitar o ginásio Tarumã, em Curitiba. No primeiro turno, em Curitiba, o Rexona bateu o Minas por 3 sets a 1. Nos últimos cinco anos, as duas equipes se enfrentaram 16 vezes em jogos da Superliga, com 13 vitórias do Rexona.
Com uma equipe renovada, em comparação com a temporada passada, o Rexona revelou jovens talentos como a meio-de-rede Claúdia e a atacante Sassá. A atacante israelense Tali foi a arma estrangeira do ataque do Rexona. Além disso, o time paranaense conta com jogadoras da seleção brasileira, como Fabiana Berto, Walewska e Raquel. Com esta base, o Rexona, treinado por Helio Griner, cresceu durante a primeira fase e terminou o turno em primeiro, com seis vitória e apenas uma derrota.
Já o Minas garantiu a vaga para a decisão, no último jogo do turno, contra o BCN/Osasco, vencendo por 3 sets a 1. O time de Antônio Rizola terminou na segunda posição com 12 pontos, cinco vitórias e duas derrotas, a mesma campanha do time de Osasco. A diferença foi o set average: o MRV/Minas venceu 17 sets e perdeu 10, enquanto o BCN/Osasco também venceu 17, mas perdeu 11 sets.
Consciente do equilíbrio entre os dois times, o treinador do Rexona, Helio Griner, aponta o saque como o fator que pode fazer a diferença a favor do seu time. “Estamos trabalhando intensamente para esta partida, como fizemos para todas as outras nesta competição. Precisamos entrar com força no saque, mantendo o nosso padrão. Se isso acontecer, poderemos atrapalhar o passe e a distribuição de bolas da Fofão, que além de ser a melhor levantadora da competição, conta com cinco excelentes atacantes. Dessa forma, facilitaremos o nosso sistema defensivo”, analisa Griner.
Para o técnico do Minas a vantagem é toda do adversário. “O Rexona entra com uma vantagem muito grande. Terminou em primeiro lugar, joga em casa e possui uma vitória sobre o nosso time nesta Superliga. Mas vamos com muita força para desbancar este favoritismo em Curitiba”, conta Antônio Rizola, que espera um jogo diferente da última partida entre as duas equipes. “Queremos corrigir os erros que cometemos naquele jogo. Vencemos bem o primeiro set, mas não soubemos administrar o aspecto psicológico. Daquela partida até hoje o nosso grupo está mais homogêneo”, lembra Rizola.