Rio - Uma nova denúncia contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, poderá dar novo fôlego àqueles que vêm lutando para tirar o dirigente da entidade. A coluna Papo de Esporte do "Diário do Grande ABC", de São Paulo, denuncia que a agência Abknet, da Alemanha, está de posse de documentos que comprometem ainda mais a administração de Ricardo Teixeira à frente da CBF.
Segundo as informações veiculadas no jornal paulista, esses documentos comprovam que Teixeira utilizou os serviços de lavagem de dinheiro da empresa Prokurations Anstalt, do ramo de representações localizada em Liechtenstein, principado situado no continente europeu, entre a Suíça e a Áustria.
Ricardo Teixeira, segundo o documento, fez um depósito de R$ 2,9 milhões na conta de RLJ Participações, da qual o dirigente é sócio. A descoberta foi feita por um órgão do Ministério da Fazenda, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras. A Sanud, uma das dezenas de empresas de fachada da Prokurations Anstalt, é a depositante.
A Prokurations Anstalt é uma empresa que a imprensa da Alemanha dá como prestadora de serviço sujo de lavagem de dinheiro para gente poderosa, especialmente políticos e pessoas envolvidas com corrupção e propina que pretende a regularização de fortunas obtidas por meios ilícitos.
O ex-chanceler alemão Helmut Kohl foi obrigado a renunciar em 1999 em razão de denúncias e da comprovação de que ele e integrantes do seu gabinete fizeram negócios com a empresa anteriormente mencionada. Antes, um traficante internacional de nacionalidade equatoriana fora preso pela polícia alemã por receber depósito feito na mesma instituição.
A Agência Abknet descobriu um indício da ligação entre Teixeira e a Prokurations. O depósito de R$ 2,9 milhões, fora feito em nome da Sanud, que tem como sócio Hans Gassner, presidente da Federação de Futebol de Liechstentein. O futebol é um esporte muito popular no principado. Essas informações estão no site da Abknet, mantido por jornalistas brasileiros que vivem no continente europeu.