Rio - O piloto brasileiro Enrique Bernoldi, que está descansando na Costa do Sauípe, em Salvador, deixou escapar algumas informações, mesmo sem poder fazer comentários sobre a renovação de seu contrato com a Arrows. O paranaense confia em um ano melhor e aposta nos detalhes do novo carro, que vai ser denominado Arrows A12, e na maturidade do alemão Heinz-Harald Frentzen, seu mais provável companheiro de equipe, e do americano Bryan Herta, que tem chances de ser o novo piloto de testes.
“Pelo que li, a confirmação do Frentzen só depende de detalhes, e o teste do Herta deve ser mera formalidade. Se os dois vierem, vai ser ótimo. O Frentzen é muito experiente, sabe tirar o máximo de um F-1. Basta ver que ele colocou um carro da Prost em quarto lugar no grid de Spa, a pista mais difícil do calendário. O Herta vem da F-Mundial, que usa conceitos diferentes dos adotados na F-1, e isso pode ser gerar uma mistura positiva”, anima-se Bernoldi.
Bernoldi fará sua segunda temporada na Fórmula 1 e está mais confiante. “Agora que já conheço todas as pistas e vou ter um bom carro, os resultados vão ser bem melhores.”
Os detalhes do novo Arrows A12 animam o brasileiro. O principal é o novo motor Cosworth, o mesmo da equipe Jaguar. “No ano passado, o Cosworth foi um dos quatro melhores da Fórmula 1, e deve continuar a ser. É leve, compacto, potente e tem ótima dirigibilidade. Os resultados não foram bons o carro da Jaguar não era grande coisa, mas todo mundo sabe que o motor era muito bom”, avalia Bernoldi, que em 2.001 usou o Asiatech, uma evolução insatisfatória do Peugeot, desprezado até pela Prost. “Era pesado, grande, não tinha potência e o consumo era alto”, lembra o piloto brasileiro.
O chassi do novo Arrows A12 também contribui para o otimismo de Bernoldi. “A parte mecânica foi elaborada pelo Mike Coughlan, que já era nosso diretor técnico, e a aerodinâmica pelo Sérgio Rinland, o projetista argentino que fez o carro que levou a Sauber ao quarto lugar no Mundial de Construtores do ano passado.”