Porto Alegre - Dois jogadores do Grêmio recorreram quarta-feira ao Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Rio Grande do Sul (Siapergs) buscando auxílio para receber salários atrasados.
Segundo Ivo Amaral, presidente do Siapergs, o atraso já é de quatro meses, informação contestada pelo diretor executivo do Grêmio, Dênis Abrahão.
Eleito também presidente da Federação Nacional dos Atletas Profissionais (Fenapaf), Ivo omite o nome dos jogadores temendo represália do clube.
“Os jogadores disseram não ter recebido os meses de novembro, dezembro, janeiro, 13º salário e férias, além da diferença relativa ao dissídio da categoria”, revela Ivo.
Dênis Abrahão confirma algumas pendências, mas enfatiza que o atraso não chega a quatro meses. “Vamos tentar resolver o mais rápido possível esse problema”, promete o dirigente.
O presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, admitiu que apenas o salário de fevereiro está atrasado.
A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) poderá ser acionada para averiguar a veracidade do atraso. Em caso de confirmação, o Grêmio poderá ser multado. Outras possibilidades, segundo orientação do sindicato, são os jogadores encaminharem ações individuais de cobrança junto à Justiça do Trabalho ou autorizarem o Siapergs a agir em seus nomes.
Ivo Amaral salienta que, de acordo com a Lei Pelé, atrasos salariais superiores a três meses poderão determinar a perda do passe por parte dos clubes.